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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pais de bem com a espiritualidade, filhos de bem com a vida


Por Adilia Belloti

A gente sabe tudo sobre educação de crianças, psicologia infantil, comportamento de adolescentes, não é? Está tudo ao alcance da mão. Basta um clique (literalmente) e um universo inacreditável de informações cai no nosso colo.
E lá ficamos nós, engolidos em perplexidade, perguntando: "Afinal, com tantos recursos, com tanta informação, por que a gente não acerta sempre? Por que temos essa sensação de que alguma coisa saiu errada?
Filmes como Kids (lembra desse?) ou como um outro que meu filho de 18 me fez assistir, "Réquiem" para um sonho, mostram crianças e jovens jogados em um mundo sempre muito escuro e do qual eles mal se dão conta, tão intoxicados pelas drogas e pelo escapismo mais brutal. Como foi que aqueles bebês risonhos cresceram para ficar assim? Onde foi que perdemos contato com eles?
Ninguém discute que somos todos bem-intencionadas criaturas que procuram dar o melhor para seus filhos. Então o que é que pode estar faltando? Para alguns estudiosos, a resposta é clara: no afã de prover os filhos com tanto conhecimento e tantos cursos, brinquedos, treinos, aparelhos, idiomas, os pais esqueceram de olhar para dentro de suas crianças e enxergá-las como verdadeiramente são: seres espirituais.
Nessa linha de pensamento, Mimi Doe, uma especialista em educação e autora de vários livros e de programas infantis não-violentos para a televisão, faz uma afirmação inspiradora: "A espiritualidade é a base a partir da qual nascem a auto-estima, os valores, a ética e a sensação de fazer parte de algo. É a espiritualidade que determina o sentido e o significado da vida". Bingo!
Outros estudiosos fazem eco. Spiritual Parenting (uma expressãozinha difícil de traduzir, mas que significaria algo como paternidade/maternidade espiritual), é uma idéia que abre muitas possibilidades e já aportou por essas nossas bandas, alguns textos publicados em português.
Peguei o livro de Mimi Doe para ler, confesso, com um pouco de desconfiança (detesto livros de fórmulas prontas, são um insulto para a nossa inteligência!).
Não fiquei nada decepcionada. Ao contrário, o livro é cheio de idéias para a gente resgatar o caráter sagrado dessa tarefa tão antiga que é criar filhos.
Houve um tempo em que nossos filhos eram nossa única garantia de imortalidade. Através deles, nos sentíamos projetados para o futuro, elos de uma cadeia sem fim. Os gestos repetidos, os ensinamentos, os exemplos, as histórias contadas, as receitas, as festas, as tradições, tudo era parte de um legado que transmitíamos às crianças, mas que, na verdade, não nos pertencia.
Os pais eram uma ponte entre o passado e o futuro. E criar filhos era transmitir a herança da espécie, da melhor forma possível, porque cada um dos nossos atos era apenas um movimento na grande dança do universo.
A proposta de Mimi é resgatar esse sentimento de que educar filhos pode ser, ainda hoje, um verdadeiro milagre. Não, não é nada esotérico, nem específico dessa ou daquela religião. Ao contrário, abrir um espaço para a espiritualidade na relação com as crianças é fazer coisas simples, como criar um ambiente agradável e receptivo na hora do jantar ou marcar um dia por mês para um "estar em família" diferente. Juntos, talvez você e ele se animem a aprender a meditar, a valorizar a bondade e a compaixão através das boas ações, a tirar da gaveta aquela idéia de participar de um projeto comunitário.
Uma outra idéia importante: deixar que nossos pequenos nos inspirem. Eles são naturalmente conectados com essa forma de espiritualidade. E se estivermos mais atentos, podemos aprender muito com a sua poderosa intuição.
Hugh Prather, um outro autor, confirma que essa é a primeira regra de ouro para quem quer se tornar um pai (ou mãe) mais espiritual: as crianças estão próximas de Deus e podem nos ajudar muito a encontrá-lo. Isso não quer dizer que elas não precisem de disciplina, de orientação ou de firmeza. Mas significa que ser pais não nos torna automaticamente sábios e que devemos ir com calma antes de achar que sabemos sempre o que é melhor para as crianças. Na verdade, nós apenas percorremos juntos a mesma estrada e fomos os escolhidos para a posição de guias não por sermos superiores, mas porque conhecemos melhor o mundo. Só por isso. Do ponto de vista de Deus, esse bebê que você segura com tanto cuidado, pode ser tão sábio quanto você, mesmo que seja sua a função de amamentá-lo e de cuidar dele até que ele possa fazer isso sozinho.
Vamos conversar mais sobre isso qualquer horinha, mas, por hoje, pincei algumas idéias do livro de Mimi Doe para compartilhar com você.
1. Deixe de lado os seus velhos programas de educação, os erros cometidos por seus pais, os "deveres" e "obrigações" que foram se infiltrando no seu jeito de educar. Você é você mesmo e seu filho é ele mesmo. Vocês dois foram reunidos por Deus por algum motivo. Acredite, você e seu pequeno foram, literalmente, feitos um para o outro.
2. Ensine seu filho a desenvolver a concentração no pensar. Use como exemplo uma lanterna ou um foco de luz cortando a escuridão. Os pensamentos dele são como esse raio de luz atravessando o universo, juntando e iluminando os seus desejos. Essa imagem vai ajudar seu filho a entender que nossos pensamentos podem provocar grandes mudanças na nossa vida.
3. Busque o maravilhoso fora do trivial. Celebre junto com seu filho os fatos admiráveis de cada dia. Invente rituais, motivos para celebrar, encha sua casa com música, dance, caminhe na chuva. Se faltarem idéias, tome emprestadas algumas fantasias de seu filho. Com certeza ele vai adorar compartilhar esses tesouros com você.
4. As palavras são importantes. Use-as com cuidado. Em geral, elas refletem nosso jeito de estar no mundo. Institua em sua casa a regra de não permitir rebaixamentos nem zombarias. O deboche é um meio seguro de arrasar o espírito.
5. Faça de cada dia um novo começo. Por pior que tenha sido o dia de hoje, amanhã é um novo dia e ninguém sabe ou pode garantir o que ele vai trazer. Dê de presente para seu filho um dia cheio de possibilidades, um dia sagrado. Um dia para ser saboreado minuto a minuto, intensamente.
Para saber mais:

10 princípios da paternidade espiritual, desenvolvendo a alma de seu filho, Mimi Doe com Marsha Walch, Editora Cultrix

Educar com amor, Hugh Prather, Edições Paulinas
Parenting as a spiritual journey, Rabbi Nancy Fuchs, Jewish Lights Publishing


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Espiritualidade é essencial para o bem-estar das crianças


Um novo estudo sugere que a espiritualidade, e não as práticas religiosas, determinam o nível de felicidade das crianças.
Para tornar as crianças mais felizes, nós precisamos encorajá-las a terem um forte sentimento de valor pessoal, afirma o Dr. Mark Holder, da Universidade de British Columbia (Canadá) e seus colegas Ben Coleman e Judi Wallace.
O estudo dos três pesquisadores mostrou que as crianças que sentem que suas vidas têm significado e valor e que desenvolvem relacionamentos profundos e de qualidade - ambos medidas da espiritualidade - são mais felizes.
Parece, entretanto, que as práticas religiosas têm pouco efeito sobre sua felicidade. Estas descobertas foram publicadas na edição online do periódico científico Journal of Happiness Studies.

Espiritualidade e felicidade

Tanto a espiritualidade (um sistema interno de crenças em que uma pessoa se baseia para ter força e conforto), quanto a religiosidade (práticas, crenças e rituais religiosos institucionalizados) têm sido ligadas a um aumento na felicidade em adultos e adolescentes (veja Religião dá autocontrole necessário ao atingimento de objetivos e Eu tenho fé, logo, tenho menos dores).
Por outro lado, há pouquíssimas pesquisas com relação às crianças menores. Em um esforço para identificar estratégias para aumentar a felicidade das crianças, o Dr. Holder e seus colegas estudaram a natureza da relação entre espiritualidade, religiosidade e felicidade em crianças com idades entre 8 e 12 anos.

Aspectos pessoal e social da espiritualidade

Um total de 320 crianças, de escolas públicas e de escolas religiosas, completou seis questionários diferentes para que fossem mensurados sua felicidade, sua espiritualidade, sua religiosidade e seu temperamento. Os pais também avaliaram a felicidade e o temperamento dos filhos.
Os autores descobriram que as crianças que afirmaram ser mais espiritualizadas são mais felizes. Em particular, os aspectos pessoal (o significado e o valor da própria vida) e social (qualidade e profundidade das relações interpessoais) da espiritualidade foram fortes indicadores da felicidade das crianças. A espiritualidade explicou até 27% da diferença entre os níveis de felicidade entre as crianças.

Temperamento e religião

O temperamento das crianças também é um forte indicador de sua felicidade. Em particular, crianças mais felizes são mais sociáveis e menos tímidas. A relação entre espiritualidade e felicidade permaneceu forte mesmo quando os autores levaram o temperamento em conta.
Entretanto, de forma aparentemente contraditória, as práticas religiosas - incluindo ir à igreja, rezar e meditar - tiveram pouco efeito sobre a felicidade das crianças.
De acordo com os autores, "a melhoria do valor pessoal pode ser um fator chave na relação entre espiritualidade e felicidade." Eles sugerem que as estratégias voltadas a aumentar o valor pessoal nas crianças - tais como expressar gentileza com os outros e outros atos de altruísmo e voluntariado - podem ajudar a tornar as crianças mais felizes.

Artigo retirado do site:

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=espiritualidade-essencial-bem-estar-criancas&id=3703

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O pinheiro de St. Martin


Desejo a todos um Natal com muita luz e paz!!!!!!


Na véspera de Natal, o padre da igreja no pequeno vilarejo de St. Martin, nos Pirineus franceses, se preparava para celebrar a missa, quando começou a sentir um perfume delicioso. Era inverno, há muito as flores tinham desaparecido - mas ali estava aquele aroma agradável, como se a primavera tivesse surgido fora de tempo.

Intrigado, ele saiu da igreja para buscar a origem de tal maravilha, e foi dar com um rapaz sentado na frente da porta da escola. Ao seu lado, estava uma espécie de Árvore de Natal dourada.

- Mas que beleza de Árvore! - disse o pároco. - Ela parece ter tocado o céu, já que irradia uma essência divina! E é feita de ouro puro! Onde foi que a conseguiu?

O jovem não demonstrou muita alegria com o comentário do padre.

- Na verdade, isso que carrego comigo foi ficando cada vez mais pesado e à medida que eu andava, suas folhas ficaram duras. Mas não pode ser ouro, e estou com medo da reação de meus pais.

O rapaz contou sua história:

- Tinha saído hoje de manhã para ir até a cidade de Tarbes, com o dinheiro que minha mãe havia me dado para comprar uma bela Árvore de Natal. Acontece que, ao cruzar um povoado, vi uma senhora de idade, solitária, sem nenhuma família com quem comemorar a grande festa da Cristandade. Dei-lhe algum dinheiro para a ceia, pois estava certo que poderia conseguir um desconto na minha compra.

"Ao chegar em Tarbes, passei diante da grande prisão, e havia uma série de pessoas aguardando a hora da visita. Todas estavam tristes, já que passariam a noite longe de seus entes queridos. Escutei algumas delas comentando que sequer tinham conseguido comprar um pedaço de torta. Na mesma hora, movido pelo romantismo de gente da minha idade, decidi que iria dividir meu dinheiro com aquelas pessoas, que estavam precisando mais que eu. Guardaria apenas uma ínfima quantia para o almoço; o florista é amigo de nossa família, com certeza me daria a Árvore, e eu poderia trabalhar para ele na semana seguinte, pagando assim a minha dívida".

"Entretanto, ao chegar ao mercado, soube que o florista que conhecia não tinha ido trabalhar. Tentei de todas as maneiras conseguir alguém que me emprestasse dinheiro para comprar a Árvore em outro lugar, mas foi em vão".

"Convenci a mim mesmo que conseguiria pensar melhor o que fazer se estivesse com o estômago cheio. Quando me aproximei de um bar, um menino que parecia estrangeiro, perguntou se eu podia lhe dar alguma moeda, já que não comia há dois dias. Como imaginei que certa vez o menino Jesus deva ter passado fome, entreguei-lhe o pouco dinheiro que me sobrava, e voltei para casa. No caminho de volta, quebrei um galho de um pinheiro; tentei ajeitá-lo, cortá-lo, mas ele foi ficando duro como se feito de metal, e está longe de ser a Árvore de Natal que minha mãe espera".

- Meu caro - disse o padre - o perfume desta Árvore não deixa dívidas de que ela foi tocada pelos Céus. Deixe-me contar o resto desta sua história:

"Assim que você deixou a senhora, ela imediatamente pediu à Virgem Maria, uma mãe como ela, que lhe devolvesse esta benção inesperada. Os parentes dos presos se convenceram que tinham encontrado um anjo, e rezaram agradecendo aos anjos pelas tortas que foram compradas. O menino que você encontrou, agradeceu a Jesus por ter sua fome saciada".

"A Virgem, os anjos, e Jesus escutaram a prece daqueles que tinham sido ajudados. Quando você quebrou o galho do pinheiro, a Virgem colocou nele o perfume da misericórdia. À medida que você caminhava, os anjos iam tocando suas folhas, e as transformando em ouro. Finalmente, quando tudo ficou pronto, Jesus olhou o trabalho, abençoou-o, e a partir de agora, quem tocar esta Árvore de Natal, terá seus pecados perdoados e seus desejos atendidos".
E assim foi. Conta a lenda que o pinheiro sagrado ainda se encontra em St. Martin; mas sua força é tão grande que, todos aqueles que ajudam seu próximo na véspera de Natal, não importa quão longe estejam do pequeno vilarejo dos Pirineus, são abençoados por ele.


Paulo Coelho - (inspirado em uma história hassádica)


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dúvida


Sri Ramakrisna conta que um homem estava preste a cruzar um rio quando o mestre Bibhishana se aproximou, escreveu um nome numa folha, amarrou-a nas costas do homem, e disse:

- Não tenha medo. Sua fé lhe ajudará a caminhar sobre as águas. Mas no instante em que perder a fé, você se afogará.

O homem confiou em Bibhishana, e começou a caminhar sobre as águas, sem qualquer dificuldade. A certa altura, porém, teve um imenso desejo de saber o que seu mestre havia escrito na folha amarrada em suas costas.

Pegou-a, e leu o que estava escrito:

“Ó deus Rama, ajuda este homem a cruzar o rio”.
“Só isto?”, pensou o homem. “Quem é esse deus Rama, afinal?”

No momento em que a dúvida instalou-se em sua mente, ele submergiu e afogou-se na correnteza.


Texto extraído do site:

http://paulocoelhoblog.com/


terça-feira, 2 de novembro de 2010

As duas gotas de óleo



Aí vai uma excelente dica de leitura.

Certo mercador enviou seu filho para aprender o Segredo da Felicidade com o mais sábio de todos os homens. O rapaz andou durante quarenta dias pelo deserto, até chegar a um belo castelo, no alto de uma montanha. Lá vivia o Sábio que o rapaz buscava.

Ao invés de encontrar um homem santo, porém, o nosso herói entrou numa sala e viu uma atividade imensa; mercadores entravam e saíam, pessoas conversavam pelos cantos, uma pequena orquestra tocava melodias suaves, e havia uma farta mesa com os mais deliciosos pratos daquela região do mundo.

O Sábio conversava com todos, e o rapaz teve que esperar duas horas até chegar sua vez de ser atendido.

Com muita paciência, escutou atentamente o motivo da visita do rapaz, mas disse-lhe que naquele momento não tinha tempo de explicar-lhe o Segredo da Felicidade.

Sugeriu que o rapaz desse um passeio por seu palácio, e voltasse daqui a duas horas.

– Entretanto, quero lhe pedir um favor – completou, entregando ao rapaz uma colher de chá, onde pingou duas gotas de óleo. – Enquanto você estiver caminhando, carregue esta colher sem deixar que o óleo seja derramado.

O rapaz começou a subir e descer as escadarias do palácio, mantendo sempre os olhos fixos na colher. Ao final de duas horas, retornou à presença do Sábio.

– Então – perguntou o Sábio – você viu as tapeçarias da Pérsia que estão na minha sala de jantar? Viu o jardim que o Mestre dos Jardineiros demorou dez anos para criar? Reparou nos belos pergaminhos de minha biblioteca?

O rapaz, envergonhado, confessou que não havia visto nada. Sua única preocupação era não derramar as gotas de óleo que o Sábio lhe havia confiado.

– Pois então volte e conheça as maravilhas do meu mundo – disse o Sábio. – Você não pode confiar num homem se não conhece sua casa.

Já mais tranqüilo, o rapaz pegou a colher e voltou a passear pelo palácio, desta vez reparando em todas as obras de arte que pendiam do teto e das paredes. Viu os jardins, as montanhas ao redor, a delicadeza das flores, o requinte com que cada obra de arte estava colocada em seu lugar. De volta à presença do Sábio, relatou pormenorizadamente tudo que havia visto.

– Mas onde estão as duas gotas de óleo que lhe confiei? – perguntou o Sábio.

Olhando para a colher, o rapaz percebeu que as havia derramado.

– Pois este é o único conselho que eu tenho para lhe dar – disse o mais Sábio dos Sábios. – O segredo da felicidade está em olhar todas as maravilhas do mundo, e nunca se esquecer das duas gotas de óleo na colher.

do livro “O Alquimista” um dos 20 livros mais vendidos de todos os tempos.


domingo, 17 de outubro de 2010

Transforme reclamação em gratidão



Por Vanessa Mazza


Reclamar tem sido a cada dia um hábito mais e mais corrente. Tem dias que tudo costuma nos aborrecer, seja a forma como as pessoas nos tratam, sejam os pequenos inconvenientes do dia a dia. Às vezes, até o clima é suficiente para nos colocar em estado queixoso.

Acredito que se todas as pessoas pudessem se ouvir reclamando, se considerariam pedantes, chatas e desinteressantes. Afinal, quem gosta de ficar perto de alguém que sempre se queixa?

Mesmo que não se fale nada, emitimos a energia negativa de nossos pensamentos lamuriosos, o que nos afasta das pessoas e também das oportunidades.

Como parar este hábito?

Para deixar de reclamar, você deve aprender a agradecer. Por outro lado, ser grato só é possível quando aceitamos que tudo aquilo que mais nos incomoda tem origem, na verdade, dentro de nós mesmos. Pois, como veríamos orgulho no outro, se não formos, intimamente, orgulhosos?

Então, pegue caneta e papel e anote tudo aquilo que mais lhe tira do sério nos outros, seja a ignorância, a petulância, a irritabilidade, ou até mesmo anote tudo aquilo que mais lhe tira do sério nos outros, seja a ignorância, a petulância, a irritabilidade, ou até mesmo a tranquilidade, a alegria, a espontaneidade ou ainda o excesso de atividade, a crítica e a exigência. Depois, se questione se você tem as mesmas características.

Existem situações em que detestamos uma pessoa que está sempre sorrindo, porque no fundo gostaríamos de ser assim, mas nos reprimimos, então a alegria alheia irá nos incomodar. Já em outras circunstâncias, podemos ser pessoas muito críticas e exigentes e sofrer muito, toda a vez que alguém nos chama a atenção ou aponta uma falha.

Auto-tratamento

Tanto na situação de repressão quanto na de reconhecimento, temos que ter a humildade de reconhecer isso em nós mesmos. Sem isso, não há cura. Então, pare agora de reclamar, faça a lista e comece seu auto-tratamento.

Não gosta que as pessoas lhe tratem com desrespeito? Então passe a se respeitar, não fazendo mais favores que não quer, comprando coisas para você ao invés de para os outros, etc. Não gosta que as pessoas lhe ignorem? Então, preste mais atenção nas necessidades alheias, tente não ser o centro das atenções, valorize a si mesmo, sem precisar de aprovação alheia e assim por diante.

Ninguém está de fato contra nós. No fundo, estamos todos conectados, nos ajudando, mesmo sem saber. Aproveite esta oportunidade de crescimento e transforme a reclamação em gratidão!

Texto extraído do site:

http://www.personare.com.br/


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Se você tem filho "índigo", saiba como educá-lo para melhorar adaptação e aprendizagem



Continuando a postagem anterior

Por Ariadne Araújo

Você já ouviu falar deles? Eles são crianças índigos, também chamadas de crianças azuis ou crianças estrelas. Meninos e meninas especiais, que estão chegando ao mundo para ajudar na transformação social, educacional, familiar e espiritual do planeta. Segundo pesquisadores no assunto, eles começaram a nascer mais e mais a partir dos anos 80 e são agora, na primeira década do século 21, cada vez mais numerosos. Mas é preciso que os pais saibam reconhecê-los e dar a eles a educação adequada às suas necessidades evolutivas.

Em "Aprenda a Educar a Criança Índigo" (Butterfly), a jornalista e escritora Barbara Condron, uma das fundadoras da Escola de Metafísica de Windyville, em Missouri, nos Estados Unidos, conta como ela desenvolveu uma metodologia educacional para ajudar seu filho Hezekiah a desenvolver sua espiritualidade.

Segundo a escritora, o pequeno Ki, como ela o chama, é uma criança índigo e, como tal, precisa de pais e educadores que "experimentem" o aprendizado com ele, que sejam abertos a uma nova consciência e maneira de ser.

Classificados erroneamente como dotados ou hiperativos, com algum tipo de déficit de atenção, os índigos têm comportamento ainda não classificado pela psicologia clássica. Assim, é na escola, ou seja, na estrutura rígida e modelo atual de educação, que os índigos encontram o maior conflito e barreira à sua forma diferente de pensar e raciocinar. Segundo a escritora, eles não se encaixam nesse antigo modelo porque são orientados pelo uso. "Se há uma maneira de fazer algo, ele quer experimentar, não falar sobre isso".

Criativas e inovadoras, essas crianças fazem conexões rápidas entre diversas áreas e integram grande carga de informação. Em geral, de acordo com uma classificação de habilidades e interesses exposta no livro, eles se interessam por tudo, têm grandes ideias, gostam de saber o porquê das coisas, analisam a experiência dos outros para entenderem as suas, são vorazes no aprendizado e, quando engajados, têm energia inesgotável. "Gostam de fazer algo novo e original em vez de seguir caminhos já trilhados", diz a jornalista.

Para ajudar Ki e índigos no mundo inteiro, Barbara Condron lança mão do trabalho do psicólogo cognitivo e educacional Howard Gardner, cuja teoria de Inteligências Múltiplas "começou a transformar o modelo de ensino público". Segundo ela, a teoria é inspiradora para os que desejam ser útil na educação dessas almas que são responsáveis por um novo passo evolutivo da humanidade. "Essas inteligências permitem que as pessoas (...) adquiram conhecimentos e habilidades, criem soluções, se comuniquem e façam escolhas sábias".

Lidando com Ki "em sua experiência de aprendizado", Barbara Condron teve que aprender também muitas novas lições. Assim, as sugestões apresentadas no livro foram testadas na prática no cotidiano de mãe e filho. Ideias preconceituosas do passado, lembranças desagradáveis de nossas próprias experiências, castigos e censuras, por exemplo, são coisas a evitar. Essas ações não ajudam e não têm espaço no universo de crianças desse tipo, diz. Com eles, tudo é novo e, todo o tempo, pois eles estão gerando o próprio aprendizado.

Texto extraído do site:


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Crianças índigo: a polêmica da evolução da humanidade




Tudo começou em 1982, quando a parapsicóloga norte-americana Nancy Ann Tappe lançou o livro “Understanding Your Life Through Color” (Entendendo sua Vida Através da Cor). Foi a primeira publicação a mencionar o padrão de comportamento dessas novas crianças nascidas a partir dos anos 1970 e tidas, segundo a psicóloga Valdeniza Sire Savino, de São Paulo, como “pioneiras, desbravadoras, agentes de transformação que provocarão, por meio de suas atitudes, mudanças em todos os setores da sociedade”. O índigo se refere à luz azul emanada pela aura. Segundo o dicionário “Houaiss”, a aura, no sentido da parapsicologia, significa “suposta manifestação de substância etérea que irradia de todos os seres vivos, somente perceptível por pessoas de sensibilidade especial”.

Essas crianças adoram desafios, não aceitam proibições sem argumentos, fazem várias coisas simultaneamente, têm ótima autoestima, não sentem medo e adoram tecnologia, entre outras características. Segundo Tappe, os índigos vivenciam uma grande mudança por volta dos 26 ou 27 anos, quando passam a ter noção de sua missão na Terra. Começam a ter uma visão cada vez mais clara do que vieram fazer aqui, de seus objetivos, e seguem seu ideal até se tornarem mais velhos e poderem concluí-lo. Os adultos com esse perfil, em geral, cresceram com um sentimento de inadequação, sentindo-se diferentes, e com forte predisposição a se casar tarde e a demorar a se firmar na carreira.

A coach de carreira e relacionamentos Roselake Leiros, de São Paulo, especialista também em terapia de constelações familiares, prefere se referir aos índigos como geração Y – o nome é validado por vários estudiosos. Para ela, seja qual for o nome utilizado, essas crianças têm moldado os métodos de educação, pois requerem tratamento diferenciado. “Em primeiro lugar, os pais precisam ser verdadeiros, autênticos. Quando não souberem responder algo, por exemplo, devem admitir e mostrar interesse em descobrir. Como a sensibilidade é um ponto forte da geração Y, essas crianças conseguem flagrar uma mentira”, ressalta. Como os índigos - ou Y - são bastante focados nas coisas de seu interesse, mas muito distraídos quando não interessados, é necessário sempre propor coisas interessantes, estimulantes e desafiantes.

De acordo com os estudiosos do assunto, os pais e os professores nunca devem agir com base no controle e no autoritarismo, do tipo “eu mando, você obedece e ponto final”. Essa atitude é a maior causa de conflitos e problemas. “Por outro lado, os pais dos índigos não devem enaltecê-los a ponto de fazer que se sintam superiores às demais pessoas à volta, porque, apesar de serem seres mais evoluídos espiritualmente, não são perfeitos e necessitam de boa supervisão e direcionamento. Também não devem pender a balança para o lado oposto, ou seja, achar que porque o filho é índigo ele se basta”, ressalta Valdeniza.

No Brasil, é comum associar o conceito índigo ao espiritismo, já que foram os espíritas que mais se interessaram pelo assunto. Porém, isso não quer dizer que esse seja um assunto religioso, pois, como a doutrina espírita tem tríplice aspecto - ciência, filosofia e religião -, ela estuda, pesquisa e observa de acordo com os parâmetros que possibilitem uma análise psicológica e filosófica do que ocorre.

Índigo não é um doente hiperativo

Segundo os defensores do conceito, é muito comum confundir o perfil de uma criança índigo com o de uma portadora de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade. Em seu livro “Mentes Inquietas” (Editora Gente), a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva dá as características de quem tem TDAH. Selecionamos dez:

•Falta de atenção a detalhes; por descuido comente erros na escola.

•Facilidade para perder coisas.

•Dificuldade para se organizar.

•Agita as mãos ou os pés sem parar.

•Corre e esbarra nos objetos.

•Dificuldade para brincar em silêncio.

•Dificuldade para esperar sua vez.

•Baixa tolerância à frustração.

•Quer fazer várias coisas ao mesmo tempo.

•Frequentemente fala sem parar.

Obs.: Para um diagnóstico preciso, é necessária avaliação médica.


Características principais das crianças índigo

•Também chamadas de “rompedores de sistemas”, elas viriam ao mundo com a missão de promover a aceleração do processo de evolução humana e planetária.

•Determinação a pôr em xeque o status quo, os valores estabelecidos e todo um sistema adoecido e caótico que se instalou na sociedade atual.

•Alta sensibilidade.

•Questionadoras, não aceitam um “não, porque não” sem argumentos verdadeiros como resposta.

•Têm um olhar profundo e magnético.

•Têm liderança carismática.

•São guiadas por um grande senso de justiça.

•Sua presença incomoda, pois é como se estivéssemos na presença de um espelho que reflete de forma potencializada todo o nosso interior, com aspectos de luz e sombra.

•Não têm problemas de autoestima.

•Não têm vergonha ou problema em expressar suas necessidades.

•Acreditam plenamente em si mesmas.

•Não são massa de manobra, não se deixam conduzir, não são manipuláveis.

•Não são adeptas de práticas que agridam a natureza.

•Detestam preconceito.

•Na adolescência, não são adeptos das baladas nem gostam de “ficar”; preferem namorar.

•Muitos deles não aceitam comer carne de qualquer animal, preferem escolher legumes, verduras etc.

•Acreditam em Deus, e a continuação da vida após a morte não é novidade para eles.

Fonte: Valdeniza Sire Salvino

Como são os bebês índigo

•Têm olhos grandes e olhar profundo;

•Penetram em nossa alma e não sorriem de imediato, fitam-nos por um longo tempo, nos magnetizam;

•Sua energia é de paz, de serenidade;

•Transmitem conforto, paz e muito amor de um modo que nos sentimos bem perto deles e não queremos nos afastar;

•Desde cedo, mostram-se muito sensíveis às emoções dos pais;

•Demonstram uma capacidade impressionante de recuperação em caso de doenças, inclusive estranhas e graves, o que chega a impressionar os médicos;

•São extremamente carinhosos e meigos;

•Muitos têm dentes bem cedo;

•Alguns chegam a falar com três ou quatro meses algumas palavras, mesmo que depois não falem mais e só voltem a falar com 3 ou 4;

•Chamam a atenção pela vivacidade que apresentam desde cedo.

Fonte: Valdeniza Sire Salvino

A evolução cristal

Segundo os estudiosos do tema, essas crianças são um subgrupo dentro do grande grupo evolutivo chamado índigos ou Y. “São aquelas que possuem espiritualidade ainda maior que os índigos. Sempre que se faz necessário mudar, estão à frente aqueles que vão abrir caminhos para que isso aconteça. É o caso dos índigos: abrir caminhos para os cristais”, destaca a psicóloga Valdeniza Sire Salvino.

As crianças cristais possuem muitas das características dos índigos e outras bem específicas, tais como: hipersensibilidade, telepatia acentuada, e uma energia ainda mais sutil. De acordo com os estudiosos, elas teriam o poder de transformar um ambiente apenas com sua presença e com sua aura amorosa e generosa. Atrairiam as pessoas e as crianças, inclusive, como se fossem um imã, pois todos querem estar perto delas. As cristais seriam realmente “transparentes e falariam a linguagem da alma”, por isso a dificuldade de dizer não a elas ou mesmo ficar bravo. Outra característica apontada é o olhar no fundo dos olhos e a seriedade iniciais, pois elas estariam lendo a energia, a alma da pessoa, o que poderia causar uma reação forte. Assim, pessoas muito estressadas, desequilibradas e/ou negativas seriam identificadas e logo rejeitadas, geralmente com choro compulsivo.

Para saber mais

Confira uma série de livros sobre o assunto:

•“Crianças Índigo – Crianças Muito Especiais Estão Chegando”, de Lee Carroll e Jan Tober (Butterfly Editora)

•"Crianças Índigo – Uma Geração de Ponte com Outras Dimensões... No Planeta Índigo da Nova Era, de Tereza Guerra (Editora Madras)

•“Crianças Índigo – Uma Nova Consciência Planetária”, de Sylvie Simone (Editora Madras)

•"Crianças Índigo – Uma Visão Espiritualista”, de Rosana Beni (Editora Novo Século)

•“Educando Crianças Índigo – Uma Nova Pedagogia para as Crianças da Nova Era!”, de Egidio Vecchio (Butterfly Editora)

•“Poder Índigo e Evolução Cristal – Autoconsciência Índigo para Jovens e Adultos”, de Tereza Guerra (Editora Madras)
 
Texto extraído do site:
 
 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mensagem do Dia: A Busca



Tem coisas que a gente lê  que caeem como uma luva.


Por Paulo Coelho

Sempre antes de realizar um sonho, a Alma do Mundo resolve testar tudo aquilo que foi aprendido durante a caminhada. Ela faz isto não porque seja má, mas para que possamos, junto com o nosso sonho, conquistar também as lições que aprendemos seguindo em direção a ele.

É o momento em que a maior parte das pessoas desiste. É o que chamamos, em linguagem do deserto, de “morrer de sede quando as tamareiras já apareceram no horizonte”.

Confie em seu coração, mas não se esqueça de que você está no deserto.

Ninguém deixa de sofrer as consequências de cada coisa que se passa debaixo do sol.

Uma busca começa sempre com a Sorte de Principiante. E termina sempre com a Prova do Conquistador.



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O jogo de xadrez






Por Paulo Coelho

O jovem disse ao abade do mosteiro:

- Bem que eu gostaria de ser um monge, mas nada aprendi de importante na vida. Tudo que meu pai me ensinou foi jogar xadrez, que não serve para iluminação. Além do mais, aprendi que qualquer jogo é um pecado.

- Pode ser um pecado, mas também pode ser uma diversão, e quem sabe este mosteiro não está precisando um pouco de ambos – foi a resposta.

O abade pediu um tabuleiro de xadrez, chamou um monge, e mandou-o jogar com o rapaz.

Mas antes da partida começar, acrescentou:

- Embora precisemos de diversão, não podemos permitir que todo mundo fique jogando xadrez. Então, teremos apenas o melhor dos jogadores aqui; se nosso monge perder, ele sairá do mosteiro, e abrirá uma vaga para você.

O abade falava sério. O rapaz sentiu que jogava por sua vida, e suou frio; o tabuleiro tornou-se o centro do mundo.

O monge começou a perder. O rapaz atacou, mas então viu o olhar de santidade do outro; a partir deste momento, começou a jogar errado de propósito. Afinal de contas preferia perder, porque o monge podia ser mais útil ao mundo.

De repente, o abade jogou o tabuleiro no chão.

- Você aprendeu muito mais do que lhe ensinaram – disse. – Concentrou-se o suficiente para vencer, foi capaz de lutar pelo que desejava. Em seguida, teve compaixão, e disposição para sacrificar-se em nome de uma nobre causa.

” Seja bem-vindo ao mosteiro, porque sabe equilibrar a disciplina com a misericórdia.”


Texto extraído do site:

http://paulocoelhoblog.com/



sábado, 14 de agosto de 2010

Manual de subir montanhas





Palavras certas, nas horas certas...

Por Paulo Coelho

A) Escolha a montanha que deseja subir: não se deixe levar pelos comentários de outros, dizendo “aquela é mais bonita”, ou “esta é mais fácil”. Você irá gastar muita energia e muito entusiasmo para atingir seu objetivo, portanto é o único responsável, e deve ter certeza do que está fazendo.

B) Saiba como chegar diante dela: muitas vezes, a montanha é vista de longe – bela, interessante, cheia de desafios. Mas quando tentamos nos aproximar, o que acontece? As estradas a circundam, existem florestas entre você e e seu objetivo, o que aparece claro no mapa é difícil na vida real. Portanto, tente todas os caminhos, as trilhas, até que um dia você está em frente ao topo que pretende atingir.

C) Aprenda com quem já caminhou por ali: por mais que você se julgue único, sempre alguém teve o mesmo sonho antes, e terminou deixando marcas que podem facilitar a caminhada; lugares onde colocar a corda, picadas, galhos quebrados para facilitar a marcha. A caminhada é sua, a responsabilidade também, mas não se esqueça que a experiência alheia ajuda muito.

D) Os perigos, visto de perto, são controláveis: quando você começa a subir a montanha dos seus sonhos, preste atenção ao redor. Há despenhadeiros, claro. Há fendas quase imperceptíveis. Há pedras tão polidas pelas tempestades, que se tornam escorregadias como gelo. Mas se você souber onde está colocando cada pé, irá notar as armadilhas, e saberá contorna-las.

E) A paisagem muda, portanto aproveite: claro que é preciso ter um objetivo em mente – chegar ao alto. Mas à medida que se vai subindo, mais coisas podem ser vistas, e não custa nada parar de vez em quanto e desfrutar um pouco o panorama ao redor. A cada metro conquistado, você pode ver um pouco mais longe, e aproveite isso para descobrir coisas que ainda não tinha percebido.

F) Respeite seu corpo: só consegue subir uma montanha quem dá ao corpo a atenção que merece. Você tem todo o tempo que a vida lhe dá, portanto caminhe sem exigir o que não pode ser dado. Se andar depressa demais, irá ficar cansado e desistir no meio. Se andar muito devagar, a noite pode descer e você estará perdido. Aproveite a paisagem, desfrute a água fresca dos mananciais e das frutas que a natureza generosamente lhe dá, mas continue andando.

G) Respeite sua alma: não fique repetindo o tempo todo “eu vou conseguir”. Sua alma já sabe isso, o que ela precisa é usar a longa caminhada para poder crescer, estender-se pelo horizonte, atingir o céu. Uma obsessão não ajuda em nada a busca do seu objetivo, e termina por tirar o prazer da escalada. Mas atenção: tampouco fique repetindo “é mais difícil do que eu pensava”, porque isso o fará perder a força interior.

H) Prepare-se para caminhar um quilômetro a mais: o percurso até o topo da montanha é sempre maior do que o que você está pensando. Não se engane, há de chegar o momento em que o que parecia perto ainda está muito longe. Mas como você se dispôs a ir além, isso não chega a ser um problema.

I) Alegre-se quando chegar ao cume: chore, bata palmas, grite aos quatro cantos que conseguiu, deixe que o vento lá em cima (porque lá em cima está sempre ventando) purifique sua mente, refresque seus pés suados e cansados, abra seus olhos, limpe a poeira do seu coração. Que bom, o que antes era apenas um sonho, uma visão distante, agora é parte da sua vida, você conseguiu.

J) Faça uma promessa: aproveite que você descobriu uma força que nem sequer conhecia, e diga para si mesmo que a partir de agora irá usá-la pelo resto de seus dias. De preferência, prometa também descobrir outra montanha, e partir para uma nova aventura.

L) Conte sua história: sim, conte sua história. Dê seu exemplo. Diga a todos que é possível, e outras pessoas então sentirão coragem para enfrentar suas próprias montanhas.


Texto extraído do site:
http://paulocoelhoblog.com/

domingo, 1 de agosto de 2010

O Poder da Oração




No meu blog posto assuntos relacionados à educação ou a criança, porém não posso deixar de acrescentar aqui um artigo que mostre, independente da religião de cada um, o poder da entrega do ser.
 
“Através da oração…a energia que estava aprisionada é colocada em liberdade e, de alguma forma, objetiva ou subjetiva, interfere no mundo dos fatos.” William James, psicólogo e filósofo norte-americano.

Se alguém perguntasse: “Algum dia você já orou?”, é quase certo que a resposta seria um sim. Mas orar não é assim tão fácil. Não estamos falando das preces apressadas que a gente faz por hábito ou pensando nas contas para pagar e no dentista do caçula. A verdadeira oração envolve dois movimentos da alma: sentir a presença de algo sagrado e desejar, consciente e intensamente, entrar em contato com esse “ algo”. Não é um privilégio de uma ou outra religião. E nenhuma religião é completa sem esse ato. O desejo de um diálogo com o sagrado, transforma-se, nas palavras dos grandes místicos, na experiência de unir-se, de tornar-se “um” com o divino. “Eu sou tu e tu és eu”, proclamam com palavras idênticas o poeta sufi do Islão, Jalal ad-Din ar-Rumi e a mística cristã Ângela da Foligno. Isso é orar.

Por que orar é importante?

Mesmo que você não pretenda chegar ao êxtase experimentado pelos maiores místicos, qualquer pessoa pode extrair grandes benefícios da oração. Segundo o psicoterapeuta Arnaldo Bassoli, o desenvolvimento psíquico passa pela constatação de que existem forças poderosas atuando dentro de nós. Se você não entrar em contato com elas, fica aprisionado no ego e sente um enorme vazio. A oração seria uma das ferramentas para estabelecer esse contato. “A ampliação da consciência, esse fenômeno de suspensão do tempo e do espaço, esse arrebatamento que todos buscam, está aí, o tempo todo, virando a esquina” diz o psicoterapeuta, “basta estar preparado, escolher um bom guia, experimentar um pouco e enfrentar com seriedade suas escolhas”.

Para mudar de vida…

Muitos de nós ainda confundem orar com suplicar. A própria palavra “oração” vem do latim e quer dizer “pedido”. Não se culpe. A súplica é o início do contato. Aprender a orar é um exercício de altruísmo e de disciplina.

O Dali Lama ensina: “ A disciplina interior envolve o combate aos estados mentais negativos, como a raiva, o ódio e a ganância, e o cultivo de estados mentais positivos, tais como a benevolência, a compaixão e a tolerância.” Não é a nossa vida que muda, ou a natureza à nossa volta que fica diferente. É o significado que nós atribuímos à nossa vida ou às coisas que se modifica em contato com essas energias espirituais. “É como olhar para uma pessoa sem amor e olhar para a mesma pessoa com amor”, diz William James, psicólogo norte-americano que viveu no início do século. A diferença é imensa. Cultivar esses valores tem que se tornar parte da nossa vida diária. “Aplicai toda a diligência em juntar à vossa fé a virtude”, aconselha São Pedro (2 Pedro 1, 5-7).

Aprender a orar também exige uma certa humildade. No início, você provavelmente vai se sentir um papagaio, repetindo fórmulas sem perceber que elas têm uma ressonância. É cansativo, mas, aos poucos, seu estado interno de agitação vai mudando e, segundo os budistas, emerge a verdadeira natureza da mente: a compaixão.

Por Adília Belotti


Texto extraído do site:

http://colunistas.ig.com.br/toquesdealma/2009/11/22/o-poder-da-oracao/



domingo, 13 de junho de 2010

Meditação para crianças




Carla Oliveira

"Quando relaxamos, fazemos um pouco de silêncio, percebemos os menores barulhinhos ao longe... quando nosso corpo está parado, prestando atenção na nossa respiração... aí dá pra acontecer uma mágica. É uma mágica simples, nada explode, nenhum coelho sai da manga do casaco. Devagarinho, aos poucos, percebemos como é grande a nossa mente".

É desta forma que a garotinha que narra o livro Meu Amigo Lama define a meditação. No livro, ela conta aos seus colegas os segredos que um lama tibetano (representante da religião budista) lhe ensinou. Dentre eles, o mais importante: "A paz interna é a coisa mais preciosa que podemos ter". E, para alcançar essa paz, é preciso afastar as "nuvens" que rondam a mente, como os sentimentos e as emoções, e olhar apenas para a própria mente, conhecer-se por dentro. Ou seja, meditar.

Ainda que não consigam entender completamente o sentido da meditação, as crianças podem começar a praticá-la desde pequenas. E, apesar da meditação ser um método adotado pelos budistas, não é necessário seguir a religião fundada por Buda para meditar. Qualquer pessoa pode aproveitar os benefícios dessa arte que nasceu na Índia há milhares de anos.

Por que meditar faz bem?

Santo Antonio, santo do amor é mais que casamenteiro




Muitas pessoas associam o mês de Junho a São João, mas poucos sabem que o padroeiro deste mês é Santo Antonio. Sempre que se pensa em Santo Antonio, imagina-se a figura do Santo de cabeça para baixo pendurado numa árvore por uma jovem procurando um amor.

Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, mas pode trazer muito mais do que um parceiro aos seus devotos. Quem recorre a Santo Antonio está sempre coberto de amor, abundância, proteção, saúde e generosidade. Dia 13 de Junho é Dia de Santo Antonio e as homenagens e promessas devem ser feitas nesta data.

A artista plástica Sonia Madruga, após extensa pesquisa, pintou uma homenagem a Santo Antonio dentro de sua série “Sagrado e Profano”. A colorida imagem evoca todo o amor e felicidade que o santo transmite e além de trazer energias positivas, embeleza o ambiente. Segundo a artista, Santo Antonio é o Santo do Amor e é capaz de trazer este sentimento para o coração de todos os seus devotos.

Portanto, independente de estar casado ou solteiro, quem quiser um pouquinho mais de amor em sua vida, é só pedir a Santo Antonio!

Texto extraído do site:
http://www.toquefeminino.com.br/

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Conversando sobre anjos




Monica Buonfiglio

Este trabalho foi escrito exotericamente*, sem qualquer pretensão literária, para que todos possam compreender a mensagem angelical. Meu principal objetivo é levar a cada leitor, um pouco do que aprendi sobre anjos. Para escrevê-lo eu não contei apenas com a minha inspiração, usei muitos livros para pesquisa e vários anos de palestras em todo Brasil foram de grande utilidade, pois cada dúvida de um participante era motivo de incentivo para aprofundar ainda mais meus conhecimentos.

Não tenho a menor vontade em ser reveladora, nem quero que me imaginem pretendendo impor a alguém a minha verdade. Porém, a crença de que Deus me deu inteligência e raciocínio, me dá a certeza de que crenças cegas ou fanáticas não são a sua vontade. Quando se diz "não reclame... olhe Jesus e veja o que Ele sofreu para nos salvar", estamos pedindo que as pessoas sejam conformadas com a sorte e aceitem tudo passivamente, evitando assim o seu crescimento. Há muito tempo tirei meu Jesus ensangüentado da cruz. Meu Jesus, que é meu pai e meu amigo, tem um largo sorriso na face serena. O problema atual de várias religiões é que elas querem fazer crer que o que pregam são as verdades únicas e absolutas e tudo mais é coisa do diabo... Quanta bobagem... Nada disso pode ser verdadeiro, pois Deus é nosso Pai e a Natureza nossa Mãe. Deus é luz e para senti-lo, você deve esclarecer as dúvidas de sua alma.

Se depois destas palavras, você não tiver interesse em conhecer o mundo angelical, isso indica que ainda não há em você maturidade (mater - mãe, doar - amor) de espírito (piro - fogo - ação) para esse tema. Isso porém, não é definitivo e quando a maturidade for atingida você saberá.

Descubra o seu anjo da guarda



Descubra qual é o seu anjo da guarda e confira suas características e qualidades.

http://www.terra.com.br/esoterico/anjos/index.htm

Salmo do seu anjo da guarda




Comunicação verbal entre Deus e os homens, os salmos servem para elevar o espírito. Confira sugestões para cada dia do ano.

http://vidaeestilo.terra.com.br/esoterico/interna/0,,OI4065980-EI14328,00-Salmos+capa.html

domingo, 23 de maio de 2010

Ainda há tempo!



Artigo escrito por Graziella Marraccini, astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas e dirige a Sirius Astrology.


Estamos atravessando um período de mudanças. O mundo está mudando rapidamente e as catástrofes naturais se sucedem cada vez mais intensas e destruidoras. A humanidade se agita e se estressa com tanta inconstância, com tanta instabilidade. O que pensar? O que fazer?

Tenho recebido muitos emails de pessoas me perguntando minha opinião sobre os 'anúncios de fim de mundo' que circulam na internet. Eu mesma já comentei o fator '2012' em meu site. Nas Previsões Anuais para 2010 (publicadas no STUM) procurei analisar alguns aspectos celestes inquietantes e do mesmo jeito estou fazendo alertas no horóscopo semanal.

A meu ver, e astrologicamente falando, os aspectos astrológicos que ocorrem neste ano de 2010 são bem mais importantes e tensos do que aqueles que ocorrerão em 2012. É bem possível, portanto que os fatos descritos no calendário maia sejam antecipados pelo nosso calendário gregoriano. De qualquer maneira, o que são dois anos em visão de previsões feitas há mais de dois mil anos?

Devo também lembrar que a astrologia, apesar de ser também uma arte de previsões, nos oferece somente os indícios em seus aspectos celestes e estes precisam ser interpretados por nós, astrólogos. Portanto, nossa interpretação é sempre subjetiva, fruto da experiência de cada um.

Recentemente, recebi também um email que me indicava um vídeo onde o Presidente da Islândia alertava sobre a possível erupção de outro vulcão, vizinho ao Eyjafjallajökull, chamado Katla. A última erupção de Katla ocorreu em 1918. O vulcão Katla situa-se à leste do vulcão Eyjafjallajökull, cuja erupção provocou (e continua provocando) transtornos em toda a Europa por causa da nuvem de cinzas que ele expele continuamente com fúria e que desestabilizou o tráfego aéreo de várias cidades européias. Segundo o Presidente Ólafur Grímsson, a probabilidade do vulcão Katla entrar também em atividade é de 75% no prazo de 6 meses a 1 ano. Essa erupção levaria ao degelo quase instantâneo do glaciar existente por cima do Katla o que provocaria a formação de uma onda gigante de 30 metros de altura no mar, ou seja, um tsunami. Seria essa a catástrofe anunciada na famosa 'cruz astrológica' que está se delineando no céu a partir do final de junho? É bem possível.

O presidente da Islândia afirma que esta erupção teria um 'potencial devastador'! Os 'titãs' como são chamados os planetas transpessoais como Plutão e Urano estão se enfrentando. Seria coincidência que um filme sobre a 'fúria dos titãs' esteja em nossos cinemas na atualidade? A ficção e a realidade andariam juntas? Eu sempre acreditei que quando se fazem filmes sobre catástrofes criam-se as possibilidades para a materialização daquilo que é filmado. Ou seja, o imaginário coletivo estaria simplesmente captando aquilo que já estaria em vias de materialização no nosso planeta. Por essa razão, eu evito assistir filmes muito violentos, filmes de catástrofes ou filmes onde as agressões e maldades são demasiadamente explícitas, pois, a meu ver, minha mente, ao captar essas imagens poderia servir de 'condutor' para a materialização de tais imagens. Imaginem, então, milhões de 'condutores' o que podem fazer no campo da materialização!

Acontecerão dois eclipses que podem servir de gatilho aos acontecimentos previstos para 2010. O primeiro acontecerá em 26 de junho, será lunar e parcial e será visível no hemisfério sul. Esta lunação será particularmente importante, pois a Lua se encontrará alinhada com Plutão no inicio de Capricórnio em conjunção com o Nodo Norte e o Sol estará em conjunção com Mercúrio em Câncer em conjunção com o Nodo Sul. Esse fato pode indicar a morte de um Chefe de Estado, um Rei, um Presidente ou de uma pessoa de grande destaque mundial. Essa lunação marca também o início de uma grande crise mundial, já relatada nas minhas Previsões para o Brasil em 2010, pois se formará uma Grande Cruz no céu, envolvendo também os planetas Júpiter e Urano, em Áries, e Saturno, em Libra. Pode ser o início de um grave conflito causado por um atentado de grandes proporções.

O segundo eclipse, este Solar e total, acontece em 11 de julho e também será visível no hemisfério sul. Ele ocorre em conjunção com o Nodo Sul no Signo de Câncer. O eclipse solar é também marcante indicando uma possibilidade de conflito entre países, com enfrentamentos e até possibilidade de guerras e atentados. Não posso deixar de observar que a Argentina é um país canceriano: ela poderá entrar em conflito com seus vizinhos ou, quem sabe, com a Inglaterra? Catástrofes naturais também poderão afetar particularmente nosso hemisfério. Os efeitos dos eclipses costumam durar seis meses, até o próximo eclipse.

Então, -dirão vocês- devemos ter medo? Eu creio que, como não podemos evitar todos os acontecimentos anunciados, podemos pelo menos nos unir energeticamente para amenizar seus efeitos. Eu creio sinceramente que ainda há tempo!

Há tempo de unirmos nossos esforços não só fisicamente, com ações e palavras, com gestos e atitudes, mas também com a energia gerada por nossos pensamentos positivos e com as vibrações de nossos corações. Esta energia é a mais poderosa já que Deus é Mente e nós somos Mente, como já foi amplamente explicado nos artigos das Leis Herméticas! Com nossa mente criamos nossa realidade, a realidade que desejamos para nós e para nossos filhos.

Na internet circula atualmente um email que convida as pessoas a entrarem em meditação por volta das 23h00 todos os dias. Com alguns minutos de meditação poderemos projetar no cosmo imagens e vibrações positivas, de paz, de harmonia, de Amor universal. Vamos nos unir nessa vibração de amor enquanto é tempo?

Acreditem, é possível! Ainda há tempo! As mudanças em curso serão benéficas no longo prazo somente para aqueles que saberão se adaptar, criando novas possibilidades e libertando-se de antigos padrões de comportamento que aniquilam sua evolução espiritual. Lembre-se que o intuito da Criação é a evolução espiritual e não a destruição. Pelo menos essa é minha opinião pessoal e eu acredito numa Mente Superior.
E você o que está fazendo para se preparar para acompanhar essa evolução? Lembre-se que cada um de nós terá que fazer a sua parte já que esses aspectos astrológicos afetarão alguma área de sua vida. Cada um de nós acabará afetado pelos efeitos dessa 'grande cruz cósmica' que está se preparando no céu de uma maneira ou de outra. Não dá para ficar indiferente. Não dá para ficar 'de fora'!
Escrevam e enviem suas opiniões. Descrevam o que estão fazendo individualmente, ficarei feliz em compartilhar suas experiências pessoais. Lembrando sempre que somente o autoconhecimento os libertará do medo e lhes oferecerá a possibilidade de agir com mais livre arbítrio.

Referência:
http://somostodosum.ig.com.br/

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Qual a melhor religião?



 

Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e o Dalai Lama

Leonardo Boff explica:
"No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos (eu e o Dalai Lama) participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga: - "Santidade, qual é a melhor religião?" (Your holiness, what`s the best religion?) Esperava que ele dissesse: "É o budismo tibetano" ou "São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo."

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, porque eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou: "A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito. É aquela que te faz melhor."

Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar: - "O que me faz melhor?"

Respondeu ele: -"Aquilo que te faz mais compassivo" (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), "aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... Mais ético... A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..."

Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável... Não me interessa, amigo, a tua religião ou mesmo se tem ou não tem religião. O que realmente importa é a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo... Não somos seres terrenos vivendo uma vida espiritual e sim, espíritos vivendo uma vida terrena.