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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Literatura infantil contribui para o desenvolvimento emocional da criança



Vivemos em uma sociedade rodeada de informações e tecnologias que se renovam constantemente em um ritmo acelerado. Em meio a esse cenário, diariamente, são lançados no mercado brinquedos altamente tecnológicos e atrativos, com inúmeros recursos audiovisuais. Alguns destes brinquedos têm a função de ensinar, divertir, estimular ou simplesmente manter a criança ocupada por certo período de tempo.
Este contexto nos faz pensar que "Chapeuzinho Vermelho" anda meio fora de moda ou que "Peter Pan" se perdeu na "Terra do nunca" e que o tempo do "Era uma vez" ficou para trás. Assim, esquecemos de apresentar estes maravilhosos - e importantes - contos para nossas crianças, pensando que, de repente, não despertarão o interesse neles.
É justamente nesse ponto que nos surpreendemos quando oportunizamos essa vivência para as crianças que, mesmo recebendo diariamente milhares de informações e novidades, deixam-se envolver e viajar na literatura tradicional.
Cabe refletir: como as histórias infantis que atravessam gerações conseguem, ainda, conquistar crianças no século XXI? O que há de tão impressionante e mágico nestes enredos tradicionais, capazes de entreter os pequenos a tal ponto de quererem ver e rever os mesmos personagens e conflitos?
Não pretendemos fazer uma análise dos temas abordados em determinadas histórias, mas sim compreender a importância dessa literatura que atravessa tempo e espaço.
Apesar de cada conto apresentar temáticas e situações bem diversificadas, numa análise geral, podemos perceber que eles têm características parecidas.
É comum aparecer um personagem bom e justo que passa por situações difíceis ou tristes, muitas vezes causadas por outros personagens que tem o objetivo de prejudicar os demais. O final apresenta a vitória do bem sobre o mau e a história se resolve com alegria e festa.
Contos tradicionais como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos, Cinderela, Patinho Feio, entre outros, que conhecemos desde sempre, tem um papel importante no desenvolvimento da personalidade infantil. Eles são repletos de emoções, sentimentos e sensações como angústia, medo, tristeza, ansiedade, alegria etc.
A criança ainda pequena, muitas vezes, não consegue expressar suas emoções. Ela precisa construir, experimentar e vivenciar para poder desenvolver estes aspectos emocionais. Assim, ela tende a conseguir lidar com a realidade de forma mais tranquila.
Portanto, acompanhando a trajetória do personagem, a criança compartilha as emoções, sofre com seus conflitos, vibra e torce pelo seu sucesso.
Estas experiências possibilitam a constituição de recursos emocionais importantes para que a criança tenha meios de lidar com situações reais, que envolvem insegurança, frustrações e ansiedade.
Outro aspecto interessante estimulado pelos contos de fada é o desenvolvimento do senso de justiça, de valores morais e de habilidades sociais presentes na literatura tradicional. Isso nem sempre de forma clara e objetiva, mas é perceptível para quem mergulha nesses textos e se deixa levar pela história com emoção e motivação.
Com isto, podemos entender porque certas histórias cativam tanto determinadas crianças, que querem repeti-las incansavelmente várias e várias vezes. É possível que ali haja um conflito com o qual ela se identifica e revive a situação de forma imaginária para facilitar seu entendimento da realidade.
Portanto, pais, mães, educadores e todos que convivem com crianças modernas: possibilitem a elas conhecer e vivenciar histórias tradicionais em diferentes formas, com livros, filmes, textos e imagens, quantas vezes forem desejadas.
Desta forma, estaremos contribuindo para a constituição de um adulto emocionalmente tranquilo, capaz de resolver conflitos internos e externos com segurança, motivado para os desafios da vida, com coragem para enfrentar os problemas, inovar e ousar na "vida real".

Fonte: Minha Vida

Edição: F.C.

24.05.2011








quinta-feira, 21 de abril de 2011

Dez atitudes para ensinar o seu filho a cuidar do planeta


Por Manuela Macagnan

Quando você era criança, com certeza não ouvia tanto sobre sustentabilidade, escassez de água, poluição e desmatamento quanto hoje, não é? O grande problema é que o planeta está em estado de alerta e precisamos cuidar dele. Para isso, nada melhor do que ensinar as crianças, já que elas vão ser os adultos de um mundo que clama por socorro. Pensando nisso, preparamos dez atitudes que você pode tomar dentro de casa para que seu filho cresça consciente.

1. Fique atento ao tempo do banho
2. Separe o lixo
3. Conserte ou doe os brinquedos
4. Procure objetos usados para comprar
5. Utilize integralmente os alimentos
6. Use a sacola de tecido
7. Leve-o à feira
8. Faça uma horta
9. Apague as luzes sempre
10. Ande mais a pé

Texto extraído do site:

http://abril.com.br/


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

2011: manual de conservar caminhos


1) O caminho começa em uma encruzilhada. Ali você pode parar e pensar em que direção seguir. Mas não fique muito tempo pensando, ou jamais sairá do lugar. Faça a clássica de Castaneda: qual destes caminhos tem um coração? Reflita bastante sobre as escolhas que estão adiante, mas uma vez dado o primeiro passo, esqueça definitivamente a encruzilhada, ou sempre ficará sendo torturado pela inútil pergunta: “será que escolhi o caminho certo?” Se você escutou seu coração antes de fazer o primeiro movimento, você escolheu o caminho certo.

2) O caminho não dura para sempre. É uma benção percorrê-lo durante algum tempo, mas um dia ele irá terminar, portanto esteja sempre pronto para despedir-se a qualquer momento. Por mais que você fique deslumbrado por certas paisagens, ou assustado com algumas partes onde é necessário muito esforço para seguir adiante, não se apegue a nada. Nem às horas de euforia, nem aos intermináveis dias onde tudo parece difícil, e o progresso é lento. Cedo ou tarde um anjo virá, e sua jornada chega ao final, não esqueça.

3) Honre seu caminho. Foi sua escolha, sua decisão, e na medida que você respeita o chão onde pisa, também este chão passa a respeitar seus pés. Faça sempre o que for melhor para conservar e manter seu caminho, e ele fará o mesmo por você.

4) Esteja bem equipado. Leve um ancinho, uma pá, um canivete. Entenda que para as folhas secas os canivetes são inúteis, e para as ervas muito enraizadas os ancinhos são inúteis. Saiba sempre que ferramenta utilizar a cada momento. E cuide delas, porque são suas maiores aliadas.

5) O caminho vai para frente e para trás. Às vezes é preciso voltar porque foi perdido algo, ou uma mensagem que devia ser entregue foi esquecida no seu bolso. Um caminho bem cuidado permite que você volte atrás sem grandes problemas.

6) Cuide do caminho, antes de cuidar do que está a sua volta: atenção e concentração são fundamentais. Não se deixe distrair pelas folhas secas que estão nas margens, ou pela maneira como os outros estão cuidando dos seus caminhos. Use sua energia para cuidar e conservar o chão que acolhe seus passos.

7) Tenha paciência. Às vezes é preciso repetir as mesmas tarefas, como arrancar ervas daninhas ou fechar buracos que surgiram depois de uma chuva inesperada. Não se aborreça com isso, faz parte da viagem. Mesmo cansado, mesmo com certas tarefas repetitivas, tenha paciência.

8) Os caminhos se cruzam: as pessoas podem dizer como está o tempo. Escute os conselhos, tome suas próprias decisões. Só você é responsável pelo caminho que lhe foi confiado.

9) A natureza segue suas próprias regras: desta maneira, você tem que estar preparado para súbitas mudanças do outono, o gelo escorregadio no inverno, as tentações das flores na primavera, a sede e as chuvas de verão. Em cada uma destas estações, aproveite o que há de melhor, e não reclame das suas características.

10) Faça do seu caminho um espelho de si mesmo: não se deixe de maneira nenhuma influenciar pela maneira como os outros cuidam de seus caminhos. Você tem sua alma para escutar, e os pássaros para contar o que sua alma está dizendo. Que suas histórias sejam belas e agradem tudo que está a sua volta. Sobretudo, que as histórias que sua alma conta durante a jornada sejam refletidas em cada segundo de percurso.

11) Ame seu caminho: sem isso, nada faz sentido.


Paulo Coelho


Desejos para 2011


Para este novo ano, registro algumas esperanças e desejos, entre eles os de que...

... os sentimentos não sejam descartáveis como as fraldas;

... a melhor refeição fast-food seja o seio materno;

... o menino não ouça “homem não chora”;

... as diferenças sejam reconhecidas como grandes riquezas humanas;

... o respeito pelos demais semelhantes e a honestidade sejam a norma e não a exceção;

... o trânsito permita o ir e vir, e não trajetos sem retorno;

... os jovens curtam a vida, mas não a encurtem;

... o dinheiro seja importante, mas sua escassez não deteriore vidas;

... a educação proporcione indivíduos mais criativos;

... a impunidade esteja presente apenas em obras de ficção;

... a cooperação entre os semelhantes seja uma prática corriqueira;

... a violência cause indignação;

... o trabalho infantil seja apenas aquele feito com lápis, papel e tinta.


Jorge Montardo



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O pinheiro de St. Martin


Desejo a todos um Natal com muita luz e paz!!!!!!


Na véspera de Natal, o padre da igreja no pequeno vilarejo de St. Martin, nos Pirineus franceses, se preparava para celebrar a missa, quando começou a sentir um perfume delicioso. Era inverno, há muito as flores tinham desaparecido - mas ali estava aquele aroma agradável, como se a primavera tivesse surgido fora de tempo.

Intrigado, ele saiu da igreja para buscar a origem de tal maravilha, e foi dar com um rapaz sentado na frente da porta da escola. Ao seu lado, estava uma espécie de Árvore de Natal dourada.

- Mas que beleza de Árvore! - disse o pároco. - Ela parece ter tocado o céu, já que irradia uma essência divina! E é feita de ouro puro! Onde foi que a conseguiu?

O jovem não demonstrou muita alegria com o comentário do padre.

- Na verdade, isso que carrego comigo foi ficando cada vez mais pesado e à medida que eu andava, suas folhas ficaram duras. Mas não pode ser ouro, e estou com medo da reação de meus pais.

O rapaz contou sua história:

- Tinha saído hoje de manhã para ir até a cidade de Tarbes, com o dinheiro que minha mãe havia me dado para comprar uma bela Árvore de Natal. Acontece que, ao cruzar um povoado, vi uma senhora de idade, solitária, sem nenhuma família com quem comemorar a grande festa da Cristandade. Dei-lhe algum dinheiro para a ceia, pois estava certo que poderia conseguir um desconto na minha compra.

"Ao chegar em Tarbes, passei diante da grande prisão, e havia uma série de pessoas aguardando a hora da visita. Todas estavam tristes, já que passariam a noite longe de seus entes queridos. Escutei algumas delas comentando que sequer tinham conseguido comprar um pedaço de torta. Na mesma hora, movido pelo romantismo de gente da minha idade, decidi que iria dividir meu dinheiro com aquelas pessoas, que estavam precisando mais que eu. Guardaria apenas uma ínfima quantia para o almoço; o florista é amigo de nossa família, com certeza me daria a Árvore, e eu poderia trabalhar para ele na semana seguinte, pagando assim a minha dívida".

"Entretanto, ao chegar ao mercado, soube que o florista que conhecia não tinha ido trabalhar. Tentei de todas as maneiras conseguir alguém que me emprestasse dinheiro para comprar a Árvore em outro lugar, mas foi em vão".

"Convenci a mim mesmo que conseguiria pensar melhor o que fazer se estivesse com o estômago cheio. Quando me aproximei de um bar, um menino que parecia estrangeiro, perguntou se eu podia lhe dar alguma moeda, já que não comia há dois dias. Como imaginei que certa vez o menino Jesus deva ter passado fome, entreguei-lhe o pouco dinheiro que me sobrava, e voltei para casa. No caminho de volta, quebrei um galho de um pinheiro; tentei ajeitá-lo, cortá-lo, mas ele foi ficando duro como se feito de metal, e está longe de ser a Árvore de Natal que minha mãe espera".

- Meu caro - disse o padre - o perfume desta Árvore não deixa dívidas de que ela foi tocada pelos Céus. Deixe-me contar o resto desta sua história:

"Assim que você deixou a senhora, ela imediatamente pediu à Virgem Maria, uma mãe como ela, que lhe devolvesse esta benção inesperada. Os parentes dos presos se convenceram que tinham encontrado um anjo, e rezaram agradecendo aos anjos pelas tortas que foram compradas. O menino que você encontrou, agradeceu a Jesus por ter sua fome saciada".

"A Virgem, os anjos, e Jesus escutaram a prece daqueles que tinham sido ajudados. Quando você quebrou o galho do pinheiro, a Virgem colocou nele o perfume da misericórdia. À medida que você caminhava, os anjos iam tocando suas folhas, e as transformando em ouro. Finalmente, quando tudo ficou pronto, Jesus olhou o trabalho, abençoou-o, e a partir de agora, quem tocar esta Árvore de Natal, terá seus pecados perdoados e seus desejos atendidos".
E assim foi. Conta a lenda que o pinheiro sagrado ainda se encontra em St. Martin; mas sua força é tão grande que, todos aqueles que ajudam seu próximo na véspera de Natal, não importa quão longe estejam do pequeno vilarejo dos Pirineus, são abençoados por ele.


Paulo Coelho - (inspirado em uma história hassádica)


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dúvida


Sri Ramakrisna conta que um homem estava preste a cruzar um rio quando o mestre Bibhishana se aproximou, escreveu um nome numa folha, amarrou-a nas costas do homem, e disse:

- Não tenha medo. Sua fé lhe ajudará a caminhar sobre as águas. Mas no instante em que perder a fé, você se afogará.

O homem confiou em Bibhishana, e começou a caminhar sobre as águas, sem qualquer dificuldade. A certa altura, porém, teve um imenso desejo de saber o que seu mestre havia escrito na folha amarrada em suas costas.

Pegou-a, e leu o que estava escrito:

“Ó deus Rama, ajuda este homem a cruzar o rio”.
“Só isto?”, pensou o homem. “Quem é esse deus Rama, afinal?”

No momento em que a dúvida instalou-se em sua mente, ele submergiu e afogou-se na correnteza.


Texto extraído do site:

http://paulocoelhoblog.com/


terça-feira, 2 de novembro de 2010

As duas gotas de óleo



Aí vai uma excelente dica de leitura.

Certo mercador enviou seu filho para aprender o Segredo da Felicidade com o mais sábio de todos os homens. O rapaz andou durante quarenta dias pelo deserto, até chegar a um belo castelo, no alto de uma montanha. Lá vivia o Sábio que o rapaz buscava.

Ao invés de encontrar um homem santo, porém, o nosso herói entrou numa sala e viu uma atividade imensa; mercadores entravam e saíam, pessoas conversavam pelos cantos, uma pequena orquestra tocava melodias suaves, e havia uma farta mesa com os mais deliciosos pratos daquela região do mundo.

O Sábio conversava com todos, e o rapaz teve que esperar duas horas até chegar sua vez de ser atendido.

Com muita paciência, escutou atentamente o motivo da visita do rapaz, mas disse-lhe que naquele momento não tinha tempo de explicar-lhe o Segredo da Felicidade.

Sugeriu que o rapaz desse um passeio por seu palácio, e voltasse daqui a duas horas.

– Entretanto, quero lhe pedir um favor – completou, entregando ao rapaz uma colher de chá, onde pingou duas gotas de óleo. – Enquanto você estiver caminhando, carregue esta colher sem deixar que o óleo seja derramado.

O rapaz começou a subir e descer as escadarias do palácio, mantendo sempre os olhos fixos na colher. Ao final de duas horas, retornou à presença do Sábio.

– Então – perguntou o Sábio – você viu as tapeçarias da Pérsia que estão na minha sala de jantar? Viu o jardim que o Mestre dos Jardineiros demorou dez anos para criar? Reparou nos belos pergaminhos de minha biblioteca?

O rapaz, envergonhado, confessou que não havia visto nada. Sua única preocupação era não derramar as gotas de óleo que o Sábio lhe havia confiado.

– Pois então volte e conheça as maravilhas do meu mundo – disse o Sábio. – Você não pode confiar num homem se não conhece sua casa.

Já mais tranqüilo, o rapaz pegou a colher e voltou a passear pelo palácio, desta vez reparando em todas as obras de arte que pendiam do teto e das paredes. Viu os jardins, as montanhas ao redor, a delicadeza das flores, o requinte com que cada obra de arte estava colocada em seu lugar. De volta à presença do Sábio, relatou pormenorizadamente tudo que havia visto.

– Mas onde estão as duas gotas de óleo que lhe confiei? – perguntou o Sábio.

Olhando para a colher, o rapaz percebeu que as havia derramado.

– Pois este é o único conselho que eu tenho para lhe dar – disse o mais Sábio dos Sábios. – O segredo da felicidade está em olhar todas as maravilhas do mundo, e nunca se esquecer das duas gotas de óleo na colher.

do livro “O Alquimista” um dos 20 livros mais vendidos de todos os tempos.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ler ou não ler? Eis a questão...


 
Por Dalila Teles Vera

O brasileiro não lê porque o livro é caro? Errado. O brasileiro não lê porque não o acostumaram a ler. O preço do CD é equivalente ao do livro e, no entanto, vendem-se CDs aos milhões enquanto que uma edição de sucesso de uma obra literária, não ultrapassa, em média, três mil exemplares. Não podemos esquecer também das bibliotecas onde um livro não custa nada, basta retirá-lo, além dos "sebos", livrarias de livros usados, onde se pode adquirir raridades por preço de banana.

Na verdade, a grande maioria dos brasileiros não lê porque na escola não o ensinaram a ler, no sentido mais profundo da palavra, ou seja, apreender o que está escrito, refletir, questionar, "viajar" com um texto.

Obrigar o aluno a ler um livro de literatura com a obrigatoriedade de responder a um questionário elaborado pelas editoras, para o qual o professor possui as respostas, também elaboradas previamente, é decretar uma sentença definitiva: -Você nunca será um leitor. Fazer o aluno decorar escolas literárias e todas as suas características sem nunca ler uma obra sequer de um dos autores que dela fizeram parte (o que importa é saber as questões que vão cair no vestibular) é outro pequeno assassinato que deveria ser severamente punido.

A indústria da educação brasileira, ensina apenas para o aluno passar no vestibular. A formação humanística, a compreensão do mundo através de sua história, não está em questão. A questão é "passar ou passar", ou seja, competir e ganhar a corrida para a glória do canudo universitário.

A leitura deveria ser passada para a criança e os adolescentes como uma busca, uma ação lúdica e prazerosa, que pode perfeitamente substituir com igual grau de prazer uma ida ao cinema, um dia na praia ou um churrasco no sítio, sem qualquer remorso.

Todos aqueles que já descobriram o prazer da leitura, o gosto de elaborar, ele mesmo, o "seu" personagem, a "sua" paisagem, voltar a página e emocionar-se de novo com aquelas cenas que mais os tocaram, jamais abrirão mão dessa "descoberta". É um vírus que, uma vez contraído, não tem mais cura. É um não acabar mais de descobrir; uma leitura vai sempre remetendo a outra e a vida torna-se tão curta para tanto livro a ser lido.

Só mesmo o portador desse vírus sabe avaliar a diferença entre a "viagem" da leitura e a cena dada pronta, como a daquela via TV. Assistir TV é cômodo e chega a ser hipnótico. Não há participação de quem está do lado de cá, o espectador é passivo, recebe o prato feito, não tem possibilidade de criar, de imaginar, de "viajar". A cena que ele está vendo é só aquele cena, a mesma cena que outros milhões de telespectadores também estão vendo. Ao passo que, no ato de ler a mesma página de um livro, um mesmo poema que tantos outros já leram, entra em jogo o nosso poder de imaginar, de recriar, próprio do ser humano e que os meios de comunicação de massa encarregaram-se de destruir.

Quem possui livros jamais está só. Fazem-lhe companhia os melhores espíritos da humanidade, encantados em suas páginas, esperando apenas as mãos que os folheiem, para que, num passe de mágica, se desencantem e cumpram o fato estético de que falou Borges: o livro aberto e a vida recriada.

Ninguém é o mesmo depois de ler um bom livro, ninguém sai ileso dessa empreitada. A literatura modifica, transforma, porque faz refletir e sonhar. A televisão, ao contrário, foi feita para não dar tempo de pensar; não informa porque é veloz e fragmentada e não propicia um visão de compreensão de mundo, como um todo e nem a compreensão da história, como processo e acúmulo de valores agregados. Após a décima notícia do Jornal Nacional, o espectador não consegue mais lembrar da primeira, nem da maioria, devido à incrível rapidez da linguagem televisiva, feita propositadamente para alienar.

Quem ainda duvidar, tente ainda hoje: troque uma hora da televisão pela leitura de algumas páginas da melhor literatura. O resultado será, garanto, altamente compensador.

Texto extraído do site:


domingo, 17 de outubro de 2010

Transforme reclamação em gratidão



Por Vanessa Mazza


Reclamar tem sido a cada dia um hábito mais e mais corrente. Tem dias que tudo costuma nos aborrecer, seja a forma como as pessoas nos tratam, sejam os pequenos inconvenientes do dia a dia. Às vezes, até o clima é suficiente para nos colocar em estado queixoso.

Acredito que se todas as pessoas pudessem se ouvir reclamando, se considerariam pedantes, chatas e desinteressantes. Afinal, quem gosta de ficar perto de alguém que sempre se queixa?

Mesmo que não se fale nada, emitimos a energia negativa de nossos pensamentos lamuriosos, o que nos afasta das pessoas e também das oportunidades.

Como parar este hábito?

Para deixar de reclamar, você deve aprender a agradecer. Por outro lado, ser grato só é possível quando aceitamos que tudo aquilo que mais nos incomoda tem origem, na verdade, dentro de nós mesmos. Pois, como veríamos orgulho no outro, se não formos, intimamente, orgulhosos?

Então, pegue caneta e papel e anote tudo aquilo que mais lhe tira do sério nos outros, seja a ignorância, a petulância, a irritabilidade, ou até mesmo anote tudo aquilo que mais lhe tira do sério nos outros, seja a ignorância, a petulância, a irritabilidade, ou até mesmo a tranquilidade, a alegria, a espontaneidade ou ainda o excesso de atividade, a crítica e a exigência. Depois, se questione se você tem as mesmas características.

Existem situações em que detestamos uma pessoa que está sempre sorrindo, porque no fundo gostaríamos de ser assim, mas nos reprimimos, então a alegria alheia irá nos incomodar. Já em outras circunstâncias, podemos ser pessoas muito críticas e exigentes e sofrer muito, toda a vez que alguém nos chama a atenção ou aponta uma falha.

Auto-tratamento

Tanto na situação de repressão quanto na de reconhecimento, temos que ter a humildade de reconhecer isso em nós mesmos. Sem isso, não há cura. Então, pare agora de reclamar, faça a lista e comece seu auto-tratamento.

Não gosta que as pessoas lhe tratem com desrespeito? Então passe a se respeitar, não fazendo mais favores que não quer, comprando coisas para você ao invés de para os outros, etc. Não gosta que as pessoas lhe ignorem? Então, preste mais atenção nas necessidades alheias, tente não ser o centro das atenções, valorize a si mesmo, sem precisar de aprovação alheia e assim por diante.

Ninguém está de fato contra nós. No fundo, estamos todos conectados, nos ajudando, mesmo sem saber. Aproveite esta oportunidade de crescimento e transforme a reclamação em gratidão!

Texto extraído do site:

http://www.personare.com.br/


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mensagem de obrigado ao professor





Obrigado por fazerem do aprendizado não um trabalho,
mas um contentamento.
Por fazerem com que nos sentíssemos pessoas de valor;
por nos ajudarem a descobrir o que fazer de melhor e,
assim, fazê-lo cada vez melhor.
Obrigado por afastarem o medo das coisas que pudéssemos não compreender;
levando-nos, por fim, a compreendê-las...
Por resolverem o que achávamos complicados...
Por serem pessoas dignas de nossa total confiança e a quem podemos recorrer
quando a vida se mostrar difícil...
Obrigado por nos convencerem de que éramos melhores
do que suspeitávamos.

Feliz dia dos Professores!


Fonte:
http://www.belasmensagens.com.br/



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Velas precisam ficar acesas!



Esta mensagem é uma homenagem aos 33 mineiros do Chile que estão sendo resgatados hoje. Que este triste episódio nos mostre que a esperança, a fé, o amor e a paz devem se manter sempre acesas.


Quatro velas estavam queimando calmamente. O ambiente estava tão silencioso que podia-se ouvir o diálogo entre elas.

A primeira disse: Eu sou a Paz, e apesar da minha luz, as pessoas não conseguem manter-me acesa. Em seguida, a sua chama, devagarzinho, se apagou totalmente.

A segunda disse: - Eu me chamo Fé! Infelizmente sou supérflua para as pessoas. Elas não querem saber de Deus, por isso não faz sentido continuar queimando. Ao terminar sua fala, um vento bateu levemente sobre ela, e a chama se apagou.

Baixinho e triste a terceira vela se manifestou: - Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, porque só conseguem enxergar elas mesmas, esquecem até daqueles que estão à sua volta. E também se apagou.

De repente, chegou uma criança e viu as três velas apagadas ... - Que é isto? Vocês devem ficar acesas e queimar até o fim. Então a quarta vela falou: - Não tenhas medo, criança. Enquanto eu estiver acesa, poderemos acender as outras velas.

Quando apagamos as chamas da Paz, Fé e Amor, ainda assim, nem tudo está perdido ... Alguma coisa há de ter restado dentro da gente. E isto tem que ser preservado, acima de tudo ...

Então a criança pegou a vela da Esperança e acendeu novamente as que estavam apagadas. Que a vela da Esperança nunca se apague dentro de você. Ela é a nossa luz no fim do túnel. O caminho da felicidade precisa, antes, ser pavimentado com esperança ... A felicidade nem sempre bate à nossa porta. Para tê-la é preciso uma busca incessante, e ao encontrá-la ter a coragem de trazê-la para dentro de nós!

Autor desconhecido

Fonte:
http://www.npdbrasil.com.br/

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Aprendendo com as crianças: 7 dicas de como ser feliz


Uma homenagem a todas as crianças pequeninas ou não.

Você não precisa procurar muito para aprender como ser feliz. De fato, não precisa participar de palestras ou cursos, ou ler livros. Não precisa nem mesmo fazer meditação. Bom, se está procurando a felicidade, repare ao seu redor quais são os seres que estão felizes o dia todo? Isso mesmo – Crianças!

A felicidade vai embora quando nossas vidas tornam-se estagnadas e viramos reféns do tempo.

Dar risada é um ato natural para crianças. Se você passar mais tempo brincando com uma criança, você fatalmente vai se contaminar com seu sorriso. Existem sim os momentos em que as crianças também ficam chateadas ou bravas, mas até sobre isso podemos tirar uma lição, pois elas rapidamente passam por cima disso e voltam a sorrir em um piscar de olhos. Lembre-se de quando você era criança, dos momentos bons de sua infância, a vida era tão simples e sem preocupações.

Aqui estão 7 maneiras de como aprender a ser feliz com as crianças:

Vivendo o presente

Crianças tem uma forma maravilhosa de viver um momento a cada vez. Seus sentimentos são quase sempre baseados nos acontecimentos no momento em que eles ocorrem. Elas são sempre alegres. Algumas vezes podem ficar chateadas e bravas, isso geralmente acontece após uma briga por um brinquedo ou jogo. Mesmo assim, após se distraírem com alguma coisa mais interessante, elas esquecem completamente suas emoções negativas. E estão novamente felizes e sorridentes.

Como adultos, nós nos mantemos chateados, bravos e preocupados com um acontecimento por muito tempo após o acontecimento. Somos especialistas em acumular raiva. Nossas mentes ficam presas mais do que deveriam em fatos negativos do passado. Não vivemos no momento presente. É difícil ser feliz quando não temos nosso foco voltado ao que ocorre em nosso presente atual e desperdiçamos muito tempo lidando com nossas amarguras e problemas do passado.

Foco no que está fazendo

Quando uma criança brinca de pique-pega, ela está brincando de pique-pega. Não está brincando de pique-pega e pensando no desenho que vai fazer, ou no castelinho de blocos que vai montar em seu quarto após tomar o banho e assistir desenho animado por 15 minutos. Ela está focada no seu pique-pega e nada mais no mundo importa nesse momento.

Nós, adultos, ficamos estressados porque criamos pilhas e pilhas de coisas para fazer em um único momento. Atolamos-nos com listas de coisas para fazer e resolver. Infelizmente, ao realizarmos muitas tarefas ao mesmo tempo, muitas vezes acabamos distraindo a mente e não ficamos presente como deveríamos. Acabamos acelerando o mais rápido possível. Não existe espaço para diminuição de ritmo, muito menos respirar calmamente. Não raramente, com tantas coisas para resolver ao mesmo tempo, acabamos não conquistando muito.

Então, se você tem dificuldade de executar uma tarefa estando realmente presente, reduza um pouco o ritmo. Foque em uma tarefa por vez, execute essa tarefa com precisão. Então mova para a próxima em sua lista. Você sentirá uma pequena brisa soprando a seu favor, e não uma tempestade soprando contra, como era antes.

Uso da imaginação

Crianças estão sempre usando e abusando da imaginação, seja jogando um jogo ou desenhando. Elas amam criar lugares, personagens e situações. Ficam intrigados com histórias de magia, contos de fadas, sonhos. Se pararmos para pensar, imaginação é uma chave muito importante para essa sensação de felicidade que tanto buscamos.

É engraçado que como adultos, muitas vezes nos esquecemos completamente de usar nossa imaginação. A escola e a vida em geral nos tornam mais rígidos na forma que vivemos. Então algumas coisas não ocorrem como estávamos esperando e ficamos tristes. Estamos menos abertos a novas possibilidades, exatamente por termos perdido nosso senso de imaginação.

Futuro sem limites

Para a maioria das crianças, tudo é possível na vida. O céu é o limite e elas têm suas vidas inteiras por viver. Não existe um motivo para sentirem que o tempo está trabalhando contra eles.

Bom, podemos adotar exatamente a mesma atitude das crianças. Nunca é tarde. Se existe alguma coisa que você tem esperado para fazer em sua vida, vá em frente. A última coisa que você quer, é sentir-se arrependido de não ter tentando. A felicidade vai embora quando nossas vidas tornam-se estagnadas e viramos reféns do tempo.

Sempre alegre

Crianças estão sempre felizes, elas encontram alegria em pequenas coisas. Ficam curiosas ao ver uma borboleta, entusiasmadas quando pulam em uma poça d’água ou vão ao parquinho. Elas não analisam tudo e todos e não procuram o pior nas pessoas ou situações. Elas mantêm as coisas simples.

Para se lembrar de ser alegre, anote o que lhe trás felicidade. Tente fazer pequenas coisas que alegrem seu dia-a-dia.

Seja bom e confie nos outros

Crianças transpiram bondade, está dentro delas. Elas nunca pensam eu machucar outras pessoas, ou até mesmo plantas e animais. E ao mesmo tempo elas não pensam que outros irão lhe causar mal, é a natureza da criança. Mantendo pensamentos tão puros e sinceros, é fácil ser feliz o dia todo!

Imagine como seria o mundo se pudessem conviver e trabalhar com essa paz. Adultos devem aprender com as crianças como colocar as diferenças de lado e ter esse sentimento de bondade com todos ao seu redor. Amor gera felicidade.

Certeza que seus pedidos se realizarão

É fantástico como as crianças têm tanta convicção de que seus pedidos serão realizados. Quando uma criança deseja uma ida ao parquinho, ou um chocolate, o que for… é muito difícil dizer não ao ver aquela carinha.

Crianças têm fé e acreditam que seus sonhos se realizarão, não existe uma sombra de dúvida em suas cabeças. E de fato muitos de seus desejos acabam se realizando (como resistir a suas carinhas pidonas?).

Nós temos essa fé e certeza de que nossos sonhos se realizarão também? Raramente. Estamos muito envolvidos e dedicados com preocupações desnecessárias. Limitamos-nos demais. Se as coisas não estão trabalhando a nosso favor, consideramos desistir no meio do caminho e esquecer os nossos sonhos.

Concluindo, para ser feliz, encontre a criança que ainda existe em você. Conviva mais com crianças, caso não tenha filhos ou contato com crianças, seja voluntário em um orfanato ou instituição que lida com crianças. Até mesmo as crianças foram privadas de suas famílias e tem vidas consideradas inadequadas podem lhe ensinar a como ser feliz com poucas coisas. Faça o teste!


Texto extraído do site:

http://lifetips.com.br/



domingo, 10 de outubro de 2010

Escrever


Dedico este texto a todos os blogueiros que de alguma forma expressam os seus sentimentos, opiniões, alegrias, angústias, etc., etc.
Que neste dia tão cabaslístico a luz do Alto possa inspirar ainda mais os de coração e mente abertas.


“Existem dois tipos de escritores: aqueles que fazem pensar, e aqueles que fazem sonhar” diz Brian Aldiss, que me fez sonhar por muito tempo com seus livros de ficção científica. Acho, em princípio, que todo ser humano neste planeta tem pelo menos uma boa história para contar aos seus semelhantes. A seguir, minhas reflexões sobre alguns itens importantes no processo de criar um texto.

O escritor precisa ser, sobretudo um bom leitor. Aquele que se aferra aos livros acadêmicos, e não lê o que os outros escrevem (e aí não estou falando apenas de livros, mas de blogs, colunas de jornais, etc.) jamais irá conhecer suas próprias qualidades e defeitos.

Portanto, antes de começar qualquer coisa, busque gente que se interessa em dividir sua experiência através da palavra.

Não digo: “busque outros escritores”.

Digo: encontre pessoas com diferentes habilidades, porque escrever não é diferente de qualquer atividade feita com entusiasmo.

Seus aliados não serão necessariamente aquelas pessoas que todos olham, se deslumbram, e afirmam: “não existe ninguém melhor”. Muito pelo contrário: é gente que não tem medo de errar, e, portanto erra. Por causa disso, nem sempre seu trabalho é reconhecido. Mas é este tipo de pessoa que transforma o mundo, e depois de muitos erros consegue acertar algo que fará a diferença completa na sua comunidade.

São pessoas que não podem ficar esperando que as coisas aconteçam, para depois poderem decidir qual a melhor maneira de contá-las: elas decidem à medida que agem, mesmo sabendo que isso pode ser muito arriscado.

Conviver com estas pessoas é importante para um escritor, porque ele precisa entender que antes de colocar-se diante do papel, deve ser livre o bastante para mudar de direção à medida que seu imaginário viaja. Quando ele termina uma frase, deve dizer para si mesmo: “enquanto escrevia, percorri um longo caminho. Agora termino este parágrafo com a consciência de que arrisquei o bastante, e dei o melhor de mim”.

Os melhores aliados são aqueles que não pensam como os outros. Por isso, enquanto busca seus companheiros nem sempre visíveis, acredite na sua intuição, e não ligue para os comentários alheios. As pessoas sempre julgam os outros tendo como modelo suas própria limitações – e às vezes a opinião da comunidade é cheia de preconceitos e medos.

Junte-se aos que jamais disseram: “acabou, preciso parar por aqui”.Porque assim como o inverno é seguido pela primavera, nada pode acabar: depois de atingir seu objetivo é necessário recomeçar de novo, sempre usando tudo que aprendeu no caminho.

Junte-se aos que cantam, contam histórias, desfrutam a vida, e tem alegria nos olhos. Porque a alegria é contagiosa, e sempre consegue impedir que as pessoas se deixem paralisar pela depressão, pela solidão, e pelas dificuldades.

E conte sua história, nem que seja apenas para que sua família leia.

Texto extraído do site:


domingo, 3 de outubro de 2010

Gestão do fósforo




Um bom atendimento é tudo!

Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia. Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente:- "Bem vindo ao Venetia".

Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.

No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa como tudo o que tinha experimentado naquele local até então. Assinou a conta e retornou para o quarto.

Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela!

Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar, simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão escrito: "Sua marca predileta de café. Bom apetite"- Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe? De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café. Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal."Mas, como pode? É o meu jornal! Como eles adivinharam?" Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia.

O cliente deixou o hotel encantado. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial? Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.

Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje. Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos a aparência das empresas, pintamos as paredes, trocamos todos os móveis, mas esquecemo-nos das pessoas.

O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante! Lembrando que esta mensagem vale também para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento, colegas de trabalho) enfim, pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe.


Autor desconhecido


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Os Cegos e o Elefante



Como a gente se depara com tal situação...

Eram seis homens da Índia, desejando aprender muito, e que foram "ver" um Elefante. Embora todos fossem cegos. Pensavam eles que cada um, por observação, poderia satisfazer sua mente.

O Primeiro aproximou-se do Elefante, e aconteceu de chocar-se contra seu amplo e forte lado. Imediatamente começou a gritar:‘Minha nossa, mas o Elefante é semelhante a um muro’.

O Segundo, pegando numa das presas do animal, gritou: ‘Oh! O que temos aqui tão redondo, liso e pontiagudo? Para mim isto é muito claro. Esta maravilha de elefante é muito semelhante a uma lança’.

O Terceiro aproximou-se do animal, e aconteceu de pegar na sinuosa tromba com suas mãos. Assim, falou então, em voz alta: ‘Vejo’, disse ele, ‘ que o Elefante é muito parecido com uma cobra!’

O Quarto esticou a mão, ansioso e apalpou em torno do joelho: ‘Com o que este maravilhoso animal se parece é muito fácil’, disse ele: ‘Está bem claro que o Elefante é muito semelhante a uma árvore!’

O Quinto, por acaso, tocou a orelha, e disse: ‘Até um cego pode dizer com o que ele se parece: Negue quem puder. Esta maravilha de Elefante é muito parecido com um leque!’

O Sexto, mal havia começado a apalpar o animal, pegou na cauda que balançava e veio ao seu alcance.‘Vejo’, disse ele, ‘o Elefante é muito semelhante a uma corda!’

E assim esses homens da Índia discutiram por muito tempo. Cada um com sua opinião excessivamente rígida e forte. Embora cada um estivesse, em parte, certo, todos estavam errados!

Moral

“Com frequência, em guerras de opiniões, os disputantes prosseguem em total desprezo por aquilo que cada um dos outros quer dizer. E discutem, com grande convicção, sobre um Elefante que nenhum deles viu!”

Texto extraído do site:


 


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mensagem do Dia: A Busca



Tem coisas que a gente lê  que caeem como uma luva.


Por Paulo Coelho

Sempre antes de realizar um sonho, a Alma do Mundo resolve testar tudo aquilo que foi aprendido durante a caminhada. Ela faz isto não porque seja má, mas para que possamos, junto com o nosso sonho, conquistar também as lições que aprendemos seguindo em direção a ele.

É o momento em que a maior parte das pessoas desiste. É o que chamamos, em linguagem do deserto, de “morrer de sede quando as tamareiras já apareceram no horizonte”.

Confie em seu coração, mas não se esqueça de que você está no deserto.

Ninguém deixa de sofrer as consequências de cada coisa que se passa debaixo do sol.

Uma busca começa sempre com a Sorte de Principiante. E termina sempre com a Prova do Conquistador.



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O jogo de xadrez






Por Paulo Coelho

O jovem disse ao abade do mosteiro:

- Bem que eu gostaria de ser um monge, mas nada aprendi de importante na vida. Tudo que meu pai me ensinou foi jogar xadrez, que não serve para iluminação. Além do mais, aprendi que qualquer jogo é um pecado.

- Pode ser um pecado, mas também pode ser uma diversão, e quem sabe este mosteiro não está precisando um pouco de ambos – foi a resposta.

O abade pediu um tabuleiro de xadrez, chamou um monge, e mandou-o jogar com o rapaz.

Mas antes da partida começar, acrescentou:

- Embora precisemos de diversão, não podemos permitir que todo mundo fique jogando xadrez. Então, teremos apenas o melhor dos jogadores aqui; se nosso monge perder, ele sairá do mosteiro, e abrirá uma vaga para você.

O abade falava sério. O rapaz sentiu que jogava por sua vida, e suou frio; o tabuleiro tornou-se o centro do mundo.

O monge começou a perder. O rapaz atacou, mas então viu o olhar de santidade do outro; a partir deste momento, começou a jogar errado de propósito. Afinal de contas preferia perder, porque o monge podia ser mais útil ao mundo.

De repente, o abade jogou o tabuleiro no chão.

- Você aprendeu muito mais do que lhe ensinaram – disse. – Concentrou-se o suficiente para vencer, foi capaz de lutar pelo que desejava. Em seguida, teve compaixão, e disposição para sacrificar-se em nome de uma nobre causa.

” Seja bem-vindo ao mosteiro, porque sabe equilibrar a disciplina com a misericórdia.”


Texto extraído do site:

http://paulocoelhoblog.com/



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O nascimento de um herói por uma multidão anônima





Por que o egoísmo, o orgulho e a arrogância de alguns faz com que não consigam enxergar o outro como um aliado e dar a quem precisa um "nascimento positivo"?

Por Carmen Padma Jinpa

Ouvi falar de gente que estuda tudo sobre trens ou que acorda bem antes do Sol nascer pra investigar com binóculos a vida dos passarinhos. Pois bem. Nós, corredores amadores, cultivamos a estranha diversão que é seguir as corridas de rua.

Alguém vai dizer que tudo isso é coisa de quem não tem umas roupinhas pra lavar – e eu não discordarei inteiramente. Mas me deixem explicar melhor. Suponha que você ama correr mas desistiu de entrar na rotina de treinos que o esporte exige. Você espera acontecer uma grande corrida de rua, de preferência uma maratona bem clássica. Você pega sua bicicleta e vai seguindo o trajeto dos atletas, admirando e torcendo e rindo do inusitado que é ver a paisagem usual do asfalto transfigurada por aquela onda de gente, os que correm e os que seguem.

A Maratona do Rio de Janeiro é perfeita pra curtir, porque percorre todo o trajeto da orla carioca e acontece sempre num fim de semana de julho, mês em que o calor nos dá uma trégua.

Recentemente, por causa dos ensinamentos do lama Padma Samten, algo além do lindo cenário da corrida chamou minha atenção. Às vezes, já mais pro final da prova, deparamos com mulheres e homens que mergulharam na exaustão. Ele seguem pálidos, trêmulos, com expressões de derrota ou de muita dor. Tem sempre aquele que desacelera e olha pros lados como se estivesse procurando a porta de saída de uma sala de torturas.

E é bem nessa hora que alguém na “plateia” começa a bater palmas e a gritar palavras de encorajamento. E logo tem um monte de gente aplaudindo e gritando: “Vam´bora, vam´bora, não desiste não!”. E sabe o que acontece? Aquele ser arrasado ressuscita bem na sua frente. O rosto brilha, o corpo retoma a postura, a paisagem muda e o sujeito volta a correr, se não com velocidade pelo menos com dignidade. E meia hora depois lá vai ele cruzando a linha, não importa a colocação, centésimo, penúltimo, último: ele foi até o fim.

Penso em tudo isso como aquele fenômeno que o lama Samten chama de “dar nascimento positivo”. Naquele momento, o corredor está se vendo como um infeliz frustrado, prestes a abandonar seu grande sonho. Mas nós não confirmamos esta visão; em vez disso, nós batemos palmas e lhe devolvemos um olhar positivo, um olhar que diz: “Veja, você treinou e chegou até aqui; você está cansado mas ainda tem alguma energia e é capaz de completar a prova; faça sua parte, apenas persista enquanto puder, estamos aqui com você, vá em frente”.

E é com este olhar que nós, uma empolgada tropa de desocupados, damos nascimento a um maratonista.

Qualquer esforço físico ou mental contínuo pode ser muito desmoralizante. Quem experimentou na vida os limites do cansaço vai me entender, e não tem nada a ver com ser atleta. Falo de varar as noites cuidando de um doente, superar as dores e angústias de um retiro intenso de meditação, entregar uma tese de mestrado no penúltimo dia do prazo, passar 12 intermináveis horas em trabalho de parto e por aí vai. O corpo desmorona; a mente experimenta oscilações perigosas de euforia e desespero e talvez os nossos seres queridos – logo eles! – desconfiem de nossa capacidade. Perdidos na confusão de samsara, eles podem até sabotar nosso esforço e nos trazer desânimo em vez de confiança.

Bem, eu desejo que nessas horas todos possamos encontrar alguém que nos dê nascimento positivo, alguém que nos olhe como o herói que nós estamos tentando ser. Mesmo que esse alguém seja um ilustre desconhecido, se me perdoarem o clichê. Ah, sim, e também aspiro a que possamos nós mesmos ofertar este olhar positivo, em todas as direções.

E para aqueles sortudos que encontraram um mestre compassivo e realizado como o nosso lama, bem, sabemos que fica um pouco mais fácil. Ele simplesmente não desiste de nós. Ponto final.


Texto extraído do site:
http://bodisatva.com.br/


sábado, 14 de agosto de 2010

A diferença entre os avanços tecnológicos e os afetivos é alarmante!



Por Rosana Braga

Nos últimos 50 anos, os avanços conquistados na área da tecnologia, da ciência e da medicina foram (e tudo nos leva a crer que serão cada vez mais) inimagináveis.

Nunca evoluímos tanto no desenvolvimento da informática, maquinários, descobertas científicas e também no universo da saúde, especialmente no que se referem à extensão da juventude, cirurgias estéticas e transplantes de órgãos.

Os meios de comunicação também surpreendem os que, há menos de 25 anos, ainda se comunicavam fundamentalmente por telex e linha telefônica - que era disputada a ferro e fogo e custava uma quantia considerável. Quem imaginava que tão rapidamente teríamos câmeras ao vivo, espalhadas pelo mundo todo?

Hoje, a tecnologia nos permite acompanhar a dinâmica do mundo em tempo real. Já se fala até em construir um Avatar de você mesmo para deixar para a posteridade. Ou seja, você já pode ser imortal, o que significa que seus bisnetos, tataranetos e gerações seguintes poderão falar com a sua versão virtual, através de qualquer computador.

Espantoso? Creio que não! Ou melhor, creio que esse avanço é totalmente compatível com a inteligência e a criatividade humana. Porém, espantoso mesmo é o quanto nos mantemos retrógrados e atrasados no campo das emoções. Se traçarmos um paralelo entre esse estonteante crescimento e o amadurecimento afetivo que tivemos no mesmo período, constataremos que estamos diante de um dilema bastante perigoso.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), daqui a 10 anos, a depressão será a segunda causa de improdutividade das pessoas, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. Prevê também, que a cada 30 segundos, pelo menos uma pessoa cometerá suicídio no mundo. Além disso, sabe-se que cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de distúrbios afetivos, incluindo ansiedade, bipolar, TOC, depressão, entre outros.

Agora, pensemos: a expectativa de vida aumenta a cada ano, mas a nossa capacidade de lidar com nossas emoções, expressar nosso afeto ou simplesmente conversar sobre o que nos incomoda continua tão pequena. Bastaria analisarmos o fato de que uma mulher, por exemplo, pode voltar a "ser virgem" por meio de uma cirurgia de reconstituição do hímen e, no entanto, a maioria dos casais sequer consegue falar sobre sua sexualidade e suas dificuldades porque têm medo de se entregar, de confiar ou de compreender melhor suas crenças sobre sexo.

Tudo isso sem falar sobre a tão pouca atitude consciente que ainda temos a respeito da preservação da natureza, ou ainda sobre como ser gentil com as pessoas que mais importam, seja nosso cônjuge, nossos filhos ou familiares. No ambiente de trabalho, quantos ainda cumprem sua carga horária exclusivamente em troca do salário mensal, sem nenhuma perspectiva de transformação humana, sem nenhum comprometimento com a qualidade das relações que mantém a maior parte do dia, da semana, do tempo de sua vida?

Se quisermos realmente vivenciar a felicidade enquanto desfrutamos de avanços como cura de doenças, possibilidades de novos relacionamentos e facilidades tecnológicas, é urgente adotarmos uma nova postura diante da vida. Claro que as atitudes que nos conduzem ao amadurecimento não são resultado apenas de uma decisão, mas certamente este é o primeiro passo. Em seguida, por meio de leituras, terapias, espiritualização e novos aprendizados, é certo que poderemos fazer um ótimo trabalho.

Sobretudo, que não nos enganemos: conhecimento se dá pelo processo de assimilação das informações corretas. Mas sabedoria, aquela que promove a transformação de que tanto precisamos, só é possível quando nossas atitudes são coerentes com o que sabemos. Ou seja, exercício diário, consistente e ininterrupto!


Texto extraído do site:
http://somostodosum.ig.com.br/



Ser professor





 
O dia dos professores ainda está longe, mas é sempre bom relembrar a importância e o valor desta profissão.

Por Santuza Abras

“Ser professor é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou…

Ser professor é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo todos os dias, a cada dia é única e original…

Ser professor é encontrar pelo corredor com cada aluno, olhar para ele sorrindo, e se possível, chamando-o pelo nome para que ele se sinta especial…

Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e, diante da reação da turma, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender…

Ser professor é envolver-se com seus alunos nos mínimos detalhes, vislumbrando quem está mais alegre ou mais triste, quem cortou os cabelos, quem passou a usar óculos, quem está preocupado ou tranquilo demais, dando-lhe a atenção necessária…

Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado.

Ser professor é equilibrar-se entre três turnos de trabalho e tentar manter o humor e a competência para que o último turno não fique prejudicado…

Ser professor é ser um ‘administrador da curiosidade’ de seus alunos, é ser parceiro, é ser um igual na hora de ser igual, e ser um líder na hora de ser líder,

É saber achar graça das menores coisas e entender que ensinar e aprender são movimentos de uma mesma canção: a canção da vida…

Ser professor é acompanhar as lutas do seu tempo pelo salário mais digno, por melhores condições de trabalho, por melhores ambientes fisicos, sem misturar e confundir jamais essas lutas com o respeito e com o fazer junto ao aluno.

Perder a excelência e o orgulho, jamais!

Ser professor é saber estar disponível aos colegas e ter um espírito de cooperação e de equipe na troca enriquecedora de saberes e sentimentos, sem perder a própria identidade.

Ser professor é ser um escolhido que vai fazer ‘levedar a massa’ para que esta cresça e se avolume em direção a um mundo mais fraterno e mais justo.

Ser professor é ser companheiro do aluno, ‘comer do mesmo pão’, onde o que vale é saciar a fome de ambos, numa dimensão de partilha…

Ser professor é ter a capacidade de ’sair de cena, sem sair do espetáculo’.

Ser professor é apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés…”