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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Quando a criança entra na fase do "não"


Ele não quer tomar banho, recusa-se a sair do balanço e rejeita o prato de comida. Pense duas vezes antes de se irritar com as incontáveis negações de seu filho. A fase do "não", que começa por volta dos 18 meses e pode durar até os 4 anos, faz parte do desenvolvimento da personalidade. "É o período em que a criança começa a se reconhecer como uma pessoa e quer mostrar que tem opinião própria", explica a psicóloga Tereza Vecina. Entre 1 e 2 anos, seu filho também ouve muitos "nãos". Provavelmente, você repete a palavra inúmeras vezes, para ensinar a ele o que não pode fazer, pegar ou mexer. Por isso, quando a criança dessa idade diz "não", nem sempre é para desafiar o adulto. Pode estar apenas imitando-o.

Muita calma

De qualquer forma, contornar os impasses diários que os "nãos" podem provocar exige muita paciência dos pais. A conversa é a melhor saída, mesmo que nessa idade seu filho não compreenda tudo. "O ideal é convencer a criança a mudar de idéia, com argumentos que ela possa entender. Ignorar seu desejo, para tentar impor um limite, só piora a situação. Os pais precisam ter calma, pois a negativa do filho pode ser apenas o jeito que ele encontrou de explicar alguma coisa", esclarece Tereza Vecina.

Firmeza

Ser compreensiva com seu filho nem sempre significa ser flexível com as regras. "O fato de passar pouco tempo com a criança faz com que alguns pais se sintam culpados. Assim, acabam deixando que o filho faça o que bem entender", diz a psicóloga Tereza. Ela enfatiza que a recusa da criança sempre exige uma resposta dos pais: "Favorável ou não, é a opinião do adulto que determina os limites. Quem dá as regras são os pais."

Seu filho mudou 
Entre 1 e 2 anos, a criança começa a andar, falar, comer sozinha e muito mais. Com essa independência, o mundo fica mais atraente e também perigoso. Pais e mães se vêem diante de um desafio e tanto: ficar por perto e, ao mesmo tempo, manter a distância certa para estimular o filho a se soltar. E mais: aceitar que a criança, agora, questiona as decisões, quer testar sua própria força, saber até que ponto a deixam chegar. Dar limites ao seu filho é, por isso, essencial. É assim que ele se sente cuidado, seguro do amor dos pais e confiante para avançar.


Texto extraído do site:
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI21414-15105,00.html


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

10 motivos para seu filho fazer teatro


Por Iana Chan

Os cursos de teatro não existem apenas para aquelas crianças desenvoltas e desinibidas. Segundo a psicóloga clínica e educacional e professora de Artes, Betina Rugna, mesmo para os não-aspirantes à profissão de ator, a prática teatral tem sua importância pela "grande contribuição ao desenvolvimento e formação da personalidade da criança."
O teatro não tem contra indicação nem pré-requisito. "Além de promover o autoconhecimento e desenvolver a autoconfiança, fazer teatro é um exercício de escuta do próximo", enumera a coordenadora e orientadora cênica da Casa do Teatro em São Paulo, Luciana Barboza. "Todo mundo deveria fazer teatro pelo menos uma vez na vida!", convida Betina. "As crianças que fazem teatro tem uma coisa especial, uma percepção melhor do mundo", completa.
Não à toa o teatro é uma das manifestações artísticas mais antigas do homem: suas origens remontam há mais de 4500 anos, quando ainda estava ligado a práticas rituais e religiosas, como as peças sagradas no Egito Antigo sobre o mito dos deuses Osíris e Isis. Está na nossa essência representar. E começamos desde cedo.
Os pequenos passam a infância toda representando: "No jogo do faz de conta, a criança passa por várias etapas do teatro: é o personagem que ela quer, no cenário que ela escolhe, com o figurino que improvisa ou imagina. Quando faz a história acontecer, ela também está dirigindo a cena", exemplifica Betina.
Tão notórios são seus benefícios para a formação de crianças e jovens, que o teatro foi reconhecido como importante conteúdo escolar pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, documentos que orientam o trabalho dos professores do Ensino Básico. Inclusive, já se discute a inclusão da disciplina na grade curricular obrigatória das escolas brasileiras.
Enquanto isso, os pais podem procurar cursos de teatro extracurriculares para proporcionar essa rica experiência ao filho. Geralmente, os cursos são compostos por uma série de exercícios e atividades lúdicas e ao final de cada período, o grupo pensa, monta e apresenta uma peça de teatro.
Se a escola do seu filho não oferece essa opção e um curso extracurricular não cabe no orçamento, tente organizar em conjunto a montagem de uma peça teatral. Os professores de todas as disciplinas podem contribuir e os pais podem ser convidados a ajudar apoiando a produção de figurinos e de cenários, por exemplo. Fique atento também aos cursos e oficinas gratuitos eventualmente oferecidos por grupos de teatro ou pela prefeitura de sua cidade.
Veja 10 motivos para seu filho fazer teatro:

1. Aumenta autoestima

Ser aplaudido é a perfeita situação que traduz o sentimento de bem-estar que envolve os praticantes da arte teatral. E isso se reflete na autoestima da criança, pois ela faz parte de um trabalho que é apreciado pelas pessoas. A psicóloga e professora de Artes Betina Rugna afirma que a criança fica contente em representar e sentir-se importante: "ela afirma para si mesma que se gosta e tem o seu valor". Quando é convidada a expor suas próprias ideias para transformá-las em comunicação artística, a garotada também fica mais segura: "eles se sentem potentes e agentes do mundo", resume a orientadora cênica da Casa do Teatro.

2. Melhora a timidez

Se o seu filho morre de vergonha de falar na frente de muitas pessoas, como na apresentação de um trabalho escolar, o teatro pode ajudá-lo a aprimorar seu jogo de cintura. Quando estão representando personagens, as crianças conseguem se soltar. "Ao atuar, elas perdem a timidez porque ninguém as está julgando", explica a psicóloga e professora de Artes Betina Rugna. Os exercícios de aquecimento vocal, como a repetição da frase "paca tatu, cutia não", melhoram a impostação da voz e garantem confiança na hora de falar em público.

3. Aprimora habilidade de relacionar-se com os outros

Quando se pretende representar alguém, é importantíssimo colocar-se em seu lugar: tentar entender como o personagem pensa e o que sente. Esse simples exercício de imaginação acaba por desenvolver a empatia, habilidade importantíssima para o relacionamento social. Para ter uma ideia, a principal característica dos psicopatas é a falta dessa capacidade. Compreendendo melhor cada um, a criança aprende a tolerar as diferenças e a respeitar o próximo.

Além disso, como a atividade teatral é coletiva, a criança precisa aprender a se relacionar com diversas pessoas, inclusive aquelas de que não gosta muito. Com o tempo, isso "promove a integração, a criança fica mais acessível no convívio com o outro. Pode facilitar inclusive o convívio com os familiares", esclarece a psicóloga e professora de Artes Betina Rugna.

4. Faz com que a criança se conheça mais

Conhecer o outro nos ajuda a conhecer melhor a nós mesmos, a definir nossa identidade. O teatro também auxilia nessa jornada quando "possibilita a elaboração interna de questões pessoais e coletivas por meio da metáfora, da poesia, do lúdico, do criativo", ensina a coordenadora da Casa do Teatro, Luciana Barboza. Ela diz que mesmo sem perceber, os alunos expressam suas inquietações por meio do trabalho teatral, esse "descarrego" também os deixa mais tranquilos.

5. Desenvolve consciência corporal e coordenação motora

Outra gama de exercícios propostos em um curso de teatro é direcionada para estimular a percepção dos sentidos, como dançar de olhos vendados. Isso faz com que a criança desenvolva melhor coordenação motora, percepção espacial e consciência de seu corpo, além de aumentar sua capacidade de expressão.

6. Ensina a trabalhar em grupo

Por ser uma atividade coletiva, o teatro também aprimora a convivência em grupo. O sucesso de todos depende do trabalho de cada um. Por isso, é importante aprender a lidar com o colega, saber expor ideias e críticas e principalmente aprender a respeitar a opinião dos outros. Encenar uma peça também exige comprometimento e dedicação. Os ensaios são recorrentes e a criança irá aprender que seu atraso atrapalha o progresso de todo grupo, tornando-se, assim, mais responsável.

7. Desenvolve habilidades cognitivas como memória e raciocínio

Como teatro é uma arte multidisciplinar (envolve literatura, artes plásticas, música entre outros), a prática proporciona o desenvolvimento de diversas habilidades. Por exemplo, nas escolhas que envolvem uma montagem teatral, as crianças podem explorar a criatividade montando o cenário, desenhando o figurino, compondo músicas, escrevendo peças... Além disso, é preciso refletir sobre as escolhas na construção do espetáculo e isso também articula a criatividade e o raciocínio para a solução de problemas. Para encenar uma peça é preciso lembrar-se de um monte de coisas: sua fala, sua posição em cena, a ordem de entrada no palco... Para não errar, seu filho vai se esforçar para não esquecer nadinha. O cérebro agradece o exercício e retribuirá com uma memória mais eficiente.

8. Expande o repertório cultural

Quando faz teatro, a criança é convidada a conhecer diversos mundos das artes. O texto dramatúrgico a aproxima da literatura; a sonoplastia e trilha sonora abrem alas para a música; os figurinos trazem a moda para a cena; a construção de cenários dialoga com elementos da arquitetura e artes plásticas. Essas referências expandirão seu horizonte cultural e instigarão sua vontade de conhecer mais.

9. Melhora desempenho escolar

Os benefícios do teatro também se refletem em sala de aula. A capacidade de concentração e o constante exercício de memorização podem ajudar na hora da prova, enquanto o contato permanente com a literatura melhora o vocabulário, a escrita e interpretação de texto. Com o teatro, a criança desenvolve o espírito investigativo e curioso, necessário para encontrar soluções criativas para os jogos teatrais propostos. "Essa vivência possibilita que a criança perceba sua capacidade em pensar soluções, experimentar caminhos, vivenciar o diverso e aprender com o outro", finaliza a coordenadora da Casa do Teatro, Luciana Barboza.

10. Propicia o fazer poético

Todas as habilidades pontuadas anteriormente são consequências da prática teatral, mas o professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais José Simões lembra a importância do próprio fazer teatro, isto é, do contato com estímulos sensíveis, que fazem o imaginário das crianças voarem, recriando mundos e relações por meio do teatro . Para além das habilidades funcionais, uma montagem teatral "deve querer dizer algo para as crianças e seu mundo e, também, dialogar no contexto que vivem", esclarece Simões. Assim, ela ganha uma autonomia que a estimula para a expressão artística.

Texto extraído do site:

domingo, 9 de outubro de 2011

10 desenhos clássicos que seu filho não pode deixar de ver


Por Rafael Bergamaschi

Simba é um filhote de leão, o próximo na hierarquia para assumir o posto de rei da selva, quando uma conspiração armada por seu tio resulta na morte do rei e na expulsão do filhote. Não se engane com o colorido e a fofura das cenas: a história de “O Rei Leão”, longa lançado originalmente em 1994 pelos estúdios Disney, toca em pontos fundamentais da psicanálise e segue relevante até hoje – as bilheterias do relançamento do filme, em versão 3D, deixam claro. Mas ele não é o único desenho clássico com lições para as crianças.

A história de superação do pequeno felino nas savanas africanas ajuda as crianças a lidar com a possibilidade da perda de um ente querido. “Essa é uma das grandes ameaças da infância”, explica Renate Meyer Sanches, psicanalista e autora do livro “Conta de novo, Mãe” (Editora Escuta), sobre a importância das histórias na construção da personalidade infantil.
Esta não é a única dificuldade abordada pelas animações clássicas. Da valorização do diferente aos desafios de crescer, confira outros 9 filmes que podem ajudar seu filho a superar conflitos.

“Pinóquio” (1940)

Um boneco de madeira é animado por uma fada madrinha e deve passar por uma série de testes de caráter para poder se tornar uma criança humana.
O que ensina: a valorização do diferente, os malefícios da mentira e crença na esperança. “Independentemente de quem você seja, você pode se redimir de tudo de errado que fez”, explica a psicopedagoga Maria Irene Maluf.

“Branca de Neve e os Sete Anões” (1937)

Rainha maldosa tem inveja da enteada, Branca de Neve, por conta da beleza e juventude da garota. Depois que a madrasta tenta matá-la, Branca foge e vai viver na floresta.
O que ensina: a elaborar conflitos com a figura materna. “Brigar com a mãe é uma fase pela qual todas as crianças passam, o que volta depois com a adolescência”, diz Renate Meyer Sanches.

“A Pequena Sereia” (1989)

Ariel é uma sereia fascinada pela vida fora do mar. Desobedecendo os conselhos do pai, ela faz um acordo com uma bruxa para se tornar humana e conquistar o amor de um príncipe.
O que ensina: a superar os conflitos da adolescência com os pais. “Enquanto a Ariel quer ser diferente, romper com os padrões e ser humana, o pai tem a função de protegê-la”, comenta Patrícia Serejo, psicóloga infantil.

“Peter Pan” (1953)

Peter vive na Terra do Nunca, um lugar onde as pessoas não envelhecem, e se recusa a crescer.
O que ensina: crescer é inevitável. “A criação deste mundo paralelo ajuda a criança a se identificar com um lado da personalidade dela que tem medo de amadurecer”, diz Renate.

“A Dama e o Vagabundo” (1955)

A mimada cadela Lady se vê sem rumo quando se perde na cidade e precisa da ajuda de Vagabundo, um vira-lata acostumado a usar da astúcia para se alimentar e sobreviver.
O que ensina: a possibilidade de lidar com dois lados distintos (um mais certinho, outro mais aventureiro), as diferenças das classes sociais e o fato de que o dinheiro não é essencial para uma vida feliz. “Este filme é essencial para ensinar a importância do ‘ser’ e não do ‘ter’. A criança aprende a dar importância às qualidades e não às aparências”, explica Maria Irene.

“101 Dálmatas” (1961)

Cruela Cruel, fascinada por casacos de pele, sonha em ter um feito com a pele macia de filhotes de dálmatas. Para conseguir isso, ela está disposta a tudo, inclusive roubar animais e enganar Anita, sua amiga de infância.
O que ensina: a ganância excessiva é prejudicial e os animais devem ser tratados com carinho. “Faz muito sentido por conta da era do consumismo, na qual vivemos”, compara Maria Irene.

“Tarzan” (1999)

Pais de um bebê morrem durante expedição na África deixando-o órfão por ali. Ele é adotado por uma família de gorilas e cresce acreditando ser um deles.
O que ensina: não existe nada errado em ser adotado, a família é importante e identificar-se com os semelhantes é essencial. “O filme fala de um amor que não é biológico, mas isso não o diminui de forma alguma”, conta Patrícia Serejo.
“A Bela Adormecida” (1959)

A jovem princesa Aurora espeta o dedo em um objeto amaldiçoado por uma bruxa e entra em sono profundo. Ela só poderá ser acordada por um príncipe que a ame verdadeiramente.
O que ensina: é importante saber cuidar de si mesmo. “Se a princesa não fosse superprotegida e estivesse preparada, ela não teria dormido 100 anos”, teoriza Maria Irene.

“Bambi” (1942)

Quando a mãe de Bambi, um pequeno cervo da floresta, é assassinada, ele tem que aprender a cuidar de si mesmo.
O que ensina: fazer amigos é essencial para viver em sociedade. “Em ‘Bambi’ fica muito claro a importância da socialização”, diz Maria Irene.

Texto extraído do site:


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Bichos de Estimação - Benefícios para crianças compensam mudanças na rotina


Além de bonitinhos e divertidos, os animais ajudam a desenvolver o senso de responsabilidade, a auto-estima e a educação sentimental da garotada.
Em um primeiro momento, ter um bicho de estimação é uma idéia que parece assustadora para muitos pais. A recusa normalmente é justificada pela expectativa de que o animalzinho será capaz de mudar a rotina de toda a família, sem contar os gastos previstos com ração, remédio, vacina e visitas ao veterinário. Mas especialistas em educação e psicologia afirmam que os benefícios da convivência entre a criança e o animal superam, e muito, as razões apontadas para não ter um bichinho em casa.
A psicóloga Natércia Tiba, especializada em crianças e adolescentes, afirma que o convívio com animais é muito saudável porque ajuda no processo de desenvolvimento da criança. “Ela irá exercitar o senso de responsabilidade. Além disso, passará a trabalhar seus sentimentos como a auto-estima, a alegria, a tristeza, a frustração, a tolerância e a compreensão”, afirma a psicóloga.
Há situações que tornam a presença de um animalzinho ainda mais indicada no lar. Nos casos em que os pais trabalham e os pequenos ficam muito sozinhos, o bicho de estimação faz companhia e estimula o desenvolvimento afetivo. O animal também ocupa um lugar de destaque na casa onde há irmãos que brigam muito: o bichinho torna-se o foco de atenção e proporciona um relacionamento mais saudável entre as crianças.

Mas qual a idade ideal para iniciar este processo?

De acordo com a especialista, a compra ou adoção de um animal de estimação vai depender do tipo de bicho escolhido. No caso do cachorro, por exemplo, crianças de 3 e 4 anos podem tê-los, uma vez que já adquiriram certa autonomia. Nesta idade, os pequenos possuem habilidades motoras, são capazes de se defender e entender algumas regrinhas do que é ou não permitido fazer. Eles sabem, por exemplo, que não podem subir no cachorro ou puxar suas orelhas.
Para ter um pássaro não há restrição de idade e os pequenos podem ajudar nos cuidados com a limpeza e a alimentação. Os gatos são indicados a partir dos 3 anos. Eles são bichos limpos, carinhosos e proporcionam tranqüilidade. Os peixes também são próprios para crianças com idade a partir dos 3 anos e os roedores são recomendados para a faixa dos 4 anos. Estes últimos são dóceis, tranqüilos e exigem uma manutenção barata.
A especialista explica que cabe aos pais avaliar se a criança está pronta para ter um bichinho ou não. Para tanto, eles devem estar dispostos a ajudar nas tarefas e isso requer uma dose de paciência e de tolerância. Principalmente em relação às tarefas que exigem maior compromisso com os horários, como dar comida ou remédio. Levar ao veterinário também faz parte da lista de tarefas dos adultos. Já as atividades mais simples devem ser atribuídas progressivamente aos pequenos. Entre outras funções, eles podem pentear o pêlo do animal ou colocar água no recipiente.
Conforme a criança amadurecer, os pais podem e devem passar outros tipos de responsabilidades. É na faixa dos 12 anos que as meninas conseguem cuidar do animal, já os meninos, só a partir dos 14 anos. “O papel dos pais é servir de guia para os filhos, ensinando e orientando o que eles podem fazer. Os pais são modelos, se tratarem o bichinho bem, a criança fará o mesmo e agirá assim com outras pessoas. Caso contrário, achará que o mau trato é normal e levará essa experiência para o mundo afora”, alerta a psicóloga.
Filhote muda comportamento de criança

Depois de muita insistência, Mariana Neves Vieira, 4 anos, ganhou dos pais um filhote de cachorro da raça labrador. Atualmente, a cadelinha que atende pelo nome de Milly, está com 5 meses de idade. Poucos dias após a chegada da nova integrante da família, os pais já começaram a notar algumas mudanças de comportamento da criança. “Passei a perceber que minha filha ficou mais meiga, atenciosa e alegre”, diz orgulhosa, a mãe Sandra Neves. Para ela, o relacionamento entre as duas é muito legal.
“A Mariana adora brincar com a cachorra e quer participar de tudo. Na hora de dar banho é uma festa. Todo mundo entra na brincadeira. O pai segura o cachorro, enquanto a mãe passa o xampu e a Mariana segura o chuveirinho para enxaguar”, relata.
Segundo Sandra, outro momento que demonstra interesse da menina é quando ela chega da rua e pergunta se a Milly está bem e sai correndo ao seu encontro. “Para mim, ela mostra sinais de preocupação com a cachorra, pois já tem a percepção das necessidades de um outro ser, e assim, se sente responsável pelo bem-estar do animal.”
Apesar do trabalho e dos gastos com veterinário, ração, vacina, entre outros que vão surgindo, ela revela, “vale a pena ter um animal de estimação, além da companhia e de momentos de alegria e diversão que ele é capaz de proporcionar, é muito recompensador ver estampado no rostinho da Mariana um sorriso permanente e uma alegria contagiante devido a sua presença em casa.”

Quando um animal de estimação não é uma boa idéia

A decisão de levar para casa um cachorro, um gato, um papagaio, um periquito ou qualquer que seja a espécie do bichinho deve ser tomada pelo amor que ele inspira. “O animal nunca deve ser tratado como um brinquedo. Aquele que serve para algumas horas e depois é largado pelos cantos“, alerta Natércia. A psicóloga aponta que nem tudo será um mar de rosas na convivência com o animal, mas os pais devem usar justamente estes momentos para a educação dos filhos.
Na maioria das vezes, a criança vai gostar de estar ao lado do animal, mas também haverá situações em que pode sentir raiva. Isso pode ocorrer no caso do bichinho não a obedecer, fazer xixi fora do lugar ou morder suas coisas. Provavelmente, a primeira reação do pequeno será bater ou gritar. “É aí que os adultos devem interceder e explicar que o animal não sabe o que está fazendo e orientar a criança de forma a aprender a lidar com ele com respeito e dedicação”, completa.

Artigo retirado do site:


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Como é a criança de 1 a 2 anos



Nessa fase, a criança está cheia de energia e entusiasmo. Aprende por meio da exploração do ambiente, curiosidade, imitação e imaginação sem fim. Quanto mais a criança é estimulada a falar, movimentar-se e descobrir, maior será o desenvolvimento do seu cérebro e da coordenação fina dos seus movimentos. Essas
realizações, ajudam a criança a se comportar com mais competência e confiança.

A criança, nessa fase, já pode engatinhar e andar e se desloca pela casa. Abaixa-se, sem cair, para pegar objetos no chão. Começa a identificar as partes do corpo e aprende a falar o nome delas. Ainda se comunica por gestos, abana a cabeça para dizer não, dá adeus, bate palminhas, fala pequenas frases, como “mamá qué bola”, “papá qué água”.

Atenção:
• A família deve estar perto da criança para que ela se sinta protegida ao aprender a andar.
• A criança aprende a falar com as pessoas que falam com ela, repete o que ouve e, por isso, devemos falar corretamente as palavras.
• A criança já entende o que falam com ela, mas nem sempre obedece. Ela atende quando se interessa por fazer o que foi pedido.
• Chora e faz pirraça quando é contrariada.


• Bater palmas quando está contente.
• Falar pequenas frases.
• Dar adeus para as pessoas.
• Rabiscar e desenhar.
• Virar as páginas de livros ou revistas sem rasgar.
• Empilhar e encaixar objetos.

Quer tudo para si e, quando ouve um não, chora e faz pirraça.
Movimenta-se pela casa, engatinha, caminha e gosta de brincar com os objetos e com as pessoas.

Brincar é a atividade principal da criança. Ao brincar, a criança desenvolve a atenção, imitação, memória, movimentação, equilíbrio e imaginação.Também constrói curiosidade, confiança e auto-estima.
A família precisa organizar o ambiente, oferecer revistas ou livros, objetos e brinquedos. Criar situações para a criança olhar, brincar de correr, pular, saltar, empurrar ou puxar objetos, sozinha e também com outras crianças.
A criança acha que é o centro do mundo e tem dificuldade de compartilhar.
As crianças podem também brincar nas creches com as educadoras. Nessa idade, a criança usa e explora os objetos da casa. Ela quer fazer as coisas sozinha, inclusive o que não pode fazer, como subir e descer de locais perigosos, colocar o dedo em tomadas elétricas, colocar na boca o que encontra pela casa, colocar sacos plásticos na cabeça.
Cuidado:
• A família precisa acompanhar o que a criança está fazendo e ensinar, com firmeza e sem violência, o que ela pode e o que não pode fazer.
Do que a criança gosta de brincar?

De “esconde-esconde”, cantar, dançar, bater palma, rolar no chão, imitar as pessoas.
Com caixas vazias de tamanhos variados, embalagens vazias e limpas, transformadas em brinquedos.
Gosta de ouvir várias vezes as mesmas histórias.
Cuidado:
• Sacos plásticos podem causar sufocamento, por isso, não devem ser dados para a criança brincar.

Texto extraído do site:

 


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Astúcia, inteligência, sabedoria



Por Moacyr Scliar

No interessante Onde Encontrar a Sabedoria? (Ed. Ponto de Leitura), o respeitado crítico norte-americano Harold Bloom observa que, ao longo do tempo, as pessoas sempre recorreram aos livros e aos autores famosos com o objetivo de se tornarem mais sábias. Leitura, esse era o raciocínio, pode ser uma coisa difícil, mas o esforço valeria a pena se, como resultado, a pessoa se tornasse mais sábia. Cabe, contudo, a pergunta: será que este é um sonho comum à humanidade? Será que todos nós queremos a sabedoria? Será que no Brasil, em particular, é este um ideal?

Tenho minhas dúvidas. Sabedoria é uma condição que resulta de uma profunda compreensão do mundo e da condição humana. Nós não nascemos sábios, não nascemos com esta compreensão; temos de adquiri-la através da vida, e isso se faz mediante conhecimento (daí a necessidade da leitura) mas também graças ao "insight", o "conhece-te a ti mesmo", de Sócrates, mediante o qual aprendemos a não nos deixarmos iludir por nossa arrogância, a reconhecer nossas limitações e defeitos, a pensar e a agir de forma serena e desapaixonada. Agir, sim; sabedoria não é só pensar bem, não é só ter conhecimento e entender as coisas. Sabedoria é agir bem, resolvendo os problemas de forma eficaz, mas de forma ética, decente.

Um componente importante da sabedoria é a inteligência, a palavra que vem do latim e quer dizer entendimento. A pessoa inteligente entende, mediante o raciocínio e a experiência, as coisas, mesmo complexas. É uma habilidade que, diferente da sabedoria, pode ser avaliada, e até quantificada; daí os testes de inteligência, incluindo o famoso QI, quociente de inteligência, aliás objeto de controvérsia nos últimos anos.

Ser inteligente não é ser sábio: na sabedoria o furo está mais acima. A pessoa inteligente nem sempre age bem; a história da humanidade está cheia de vigaristas que aplicavam e aplicam golpes inteligentíssimos (os hackers, por exemplo). No fim essas pessoas se dão mal, exatamente porque lhes falta esse conhecimento maior que é a sabedoria.

Isso é ainda mais verdadeiro no caso da astúcia, que não é sabedoria nem inteligência. É uma coisa menos sofisticada, mais primitiva, daí porque, nas fábulas, é simbolizada por um animal, a raposa. A raposa não é sábia nem inteligente; a raposa é astuta. Astúcia é a habilidade de enganar; astúcia é manha, esperteza. Zélia Duncan diz isso na letra de uma música: Astúcia, astúcia/O que te faltou foi astúcia/Pra roubar meu coração faltou muito pouco/Era só ter procurado no outro bolso. Astucioso é o cara que procura no outro bolso; é o cara que sabe como roubar. Isso explica por que a astúcia é ainda tão valorizada no Brasil: porque representa uma maneira fácil de conquistar as coisas, de subir na vida. Se vocês perguntarem a alguém como se ganha eleições, se com sabedoria, com inteligência ou com astúcia, a pessoa certamente optará por esta última alternativa, atrás da qual estão séculos de safadeza e de corrupção. Mas é que as duras condições da vida em nosso país, a pobreza, a desigualdade, deixaram esta lição: para sobreviver é preciso ser astuto, esperto. É muito glamouroso ser inteligente, é digna de admiração a pessoa sábia; mas, quando se trata de salvar a pele, o melhor mesmo é a astúcia.

Compreensível. Mas não satisfatório. Nós só chegamos à verdadeira maturidade quando a astúcia reconhece a importância da inteligência e quando esta é um recurso para atingir a sabedoria. Um Brasil sábio deveria ser o nosso objetivo maior.

texto extraído do site:

http://www.clicrbs.com.br/



sábado, 27 de novembro de 2010

Por que as crianças sentem medo?


O medo faz parte da natureza humana. É um estado emocional que ativa os sinais de alerta do corpo diante dos perigos e uma importante etapa do amadurecimento afetivo de bebês. A tarefa dos pais é ajudá-los a lidar com os próprios temores, que tendem a florescer ainda mais nos primeiros aninhos de vida. Mas qual o limite entre o medo normal e o exagerado? O que fazer quando o pequeno começa a sofrer? Para a psicóloga Maria Tereza Maldonado, de São Paulo, o saudável é buscar o equilíbrio. “A falta de medo expõe a criança ao risco e o excesso dele faz com que ela se feche, numa espécie de prisão sentimental”, explica a especialista. “O ideal é ajudar a criança a identificar o medo ‘amigo’ e o medo ‘inimigo’. O primeiro ela deve obedecer, e o segundo, desobedecer.”

Na prática, o que se espera é que o pequeno aprenda a dominar seus temores e não ser dominado por eles, assim como acontece com os adultos. A diferença é que meninos e meninas têm uma percepção mais inocente dos acontecimentos, uma imaginação bastante fértil e uma menor capacidade de discernimento dos fatos. “Esses três ingredientes juntos transformam um simples ralo de piscina na mais pavorosa ameaça à vida humana”, ilustra Maria Tereza, cujo filho passou por essa situação. “Ele viu uma folha ser tragada pelo ralo e deduziu que o mesmo aconteceria com qualquer um que entrasse na água.”

Identificar a origem ou mesmo a existência do medo infantil exige dedicação. É preciso estar atento aos sinais demonstrados pela criança e saber conversar com ela sobre o que lhe causa pavor. Os pais e os responsáveis devem dar corda e valorizar tudo o que a garotada diz. Também precisam lembrar-se de que nem sempre os pequenos se comunicam por palavras. “A oportunidade de se expressar dá à criança a chance de encontrar a saída sozinha”, garante Maria Tereza.

Sintomas

O medo excessivo causa reações fisiológicas e comportamentais na criança. Coração palpitante, calafrios, suor nos pés e nas mãos, sono intranquilo, descontrole para fazer xixi, diarreia e dor de barriga são alguns dos indícios do problema. “Quando esse quadro se instala, a saúde da criança pode ser prejudicada por causa de uma desidratação ou anemia, por exemplo”, alerta a psicopedagoga Eliane Pisani Leite. As reações comportamentais – inibição e agressividade – por sua vez prejudicam a rotina da criança, mas podem se agravar e virar fobias, caracterizadas por reações exageradas que fogem ao controle da criança. Para detectar essas situações o quanto antes, conheça os principais tipos de medo.

Texto extraído do site:



Um medo (diferente) por idade


Conheça os mais comuns:

ATÉ 7 MESES

De barulhos inesperados e luzes fortes.

- Para ajudar: Evite expor a criança a qualquer estímulo intenso. Se não for possível, faça de maneira suave e verifique como ela reage.

DE 7 MESES A 1 ANO E MEIO

De pessoas, ambientes e objetos novos; de perder os pais, pois acham que pessoas desaparecem quando não estão ao alcance de seus olhos.

- Para ajudar: O pai, a mãe ou o cuidador devem estar presentes quando o bebê for exposto a situações novas.

DE 1 ANO E MEIO A 3 ANOS
Do escuro, de pessoas com máscaras ou fantasias, de ficar sozinho.

- Para ajudar: Ao encontrar alguém fantasiado, aproxime-se devagar e mostre que é apenas uma roupa diferente. Se ele não gostar, não force.

DE 3 A 5 ANOS

De monstros, fantasmas, da escuridão, de animais, chuva, trovão, de se perder.

- Para ajudar: Respeite a criança, permitindo que se expresse, e explique que nada lhe acontecerá de mal. Quanto ao medo de se perder, faça-a decorar o nome inteiro e o telefone de casa e a ensine a pedir ajuda. Ela se sentirá mais segura.

A PARTIR DOS 5 ANOS

De ser deixado na escola, de bandido, de personagens de terror.

- Para ajudar: Insegurança melhora com diálogo. Se o medo for de bandido, reforce, por exemplo, a importância de ficar perto de adultos conhecidos. Para a criança se sentir segura, diga que alguém sempre estará cuidando dela na escola.

A PARTIR DOS 6 ANOS

Da própria morte e da dos pais, pois já a entende como algo irreversível; de ser criticado.

- Para ajudar: Se houver perguntas sobre morte, não invente histórias absurdas, diga a verdade de forma delicada. E quanto às críticas: explique que elas nos ajudam a melhorar.

Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo

Texto extraído do site:



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tão pequeno, tão quietinho


A criança vive quietinha, raramente expressa uma opinião, quase nunca está interagindo com amiguinhos ou ocupando posição de destaque nos grupos sociais. Trata-se de uma criança tímida e que precisa urgentemente de tratamento, certo? Errado! A timidez infantil excessiva precisa ser detectada e tratada com o auxílio de psicólogos, pais e educadores. Antes, porém, é necessário compreender que cada pessoa tem suas próprias tendências comportamentais, que precisam ser cuidadosamente observadas e respeitadas.

Segundo a psicóloga Angélica Capelari, o principal critério para detectar a timidez excessiva em uma criança é verificar se, de alguma maneira, ela se sente prejudicada ou tem problemas de para realizar suas atividades por conta de seu comportamento reservado.

"Atualmente, as crianças passam mais tempo na escola do que na companhia de seus pais. Por isso, é geralmente no ambiente escolar que se detecta mais facilmente a timidez excessiva. Alguns sintomas dessa dificuldade emocional seriam a ausência nas brincadeiras, apatia, dificuldade para se comunicar com amiguinhos e professores e dificuldades no aproveitamento escolar", diz a psicóloga.

Educar sem comparar

Quando a timidez excessiva é detectada há a necessidade de criar uma "equipe" para auxiliar a criança: pais, professores e um psicólogo especializado são os principais integrantes desse time. Eles ajudarão a identificar as causas da inibição e encontrarão os melhores caminhos para facilitar a relação da criança com o mundo.

"A maioria das causas da timidez excessiva em crianças está relacionada a problemas de auto-estima", afirma a psicóloga. Portanto, os adultos devem evitar fazer comparações entre as crianças. É prejudicial, por exemplo, uma criança reservada ser constantemente comparada a um irmão mais extrovertido ou ainda ser cobrada para falar mais ou participar ativamente das ações familiares.

Muitas vezes, ao ser comparada aos outros, a criança passa a desenvolver um complexo de inferioridade, que pode levá-la a se fechar em seus relacionamentos. É preciso lembrar sempre que cada pessoa tem suas peculiaridades e merece ser respeitada como é.

Para melhorar o quadro de timidez excessiva, uma das dicas indicadas pelos especialistas é inserir a criança em atividades coletivas, sejam lúdicas, artísticas ou esportivas. No entanto, é importante que se trate de uma atividade que traga prazer ao pequeno e que incentive o sociabilizar.

Aos poucos, é possível que a criança comece a modificar o seu comportamento e passe a sentir mais segura - e feliz - ao se relacionar com outras pessoas.

Angélica Capelari é psicóloga clínica formada pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e professora da Faculdade de Psicologia da Universidade Metodista.

Texto extraído do site:


domingo, 21 de novembro de 2010

O que é TDAH? Parte II


Quais são os sintomas de TDAH?

O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas:

1) Desatenção

2) Hiperatividade-impulsividade

O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente "estabanadas" e com "bicho carpinteiro" ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos ("colocam os carros na frente dos bois"). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande frequência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.

Quais são as causas do TDAH?

Já existem inúmeros estudos em todo o mundo - inclusive no Brasil - demonstrando que a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno não é secundário a fatores culturais (as práticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos.

Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.

O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios).

Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões.

A) Hereditariedade:

Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observações de que nas famílias de portadores de TDAH a presença de parentes também afetados com TDAH era mais freqüente do que nas famílias que não tinham crianças com TDAH. A prevalência da doença entre os parentes das crianças afetadas é cerca de 2 a 10 vezes mais do que na população em geral (isto é chamado de recorrência familial).

Porém, como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorrência dentro da família pode ser devido a influências ambientais, como se a criança aprendesse a se comportar de um modo "desatento" ou "hiperativo" simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que excluiria o papel de genes. Foi preciso, então, comprovar que a recorrência familial era de fato devida a uma predisposição genética, e não somente ao ambiente. Outros tipos de estudos genéticos foram fundamentais para se ter certeza da participação de genes: os estudos com gêmeos e com adotados. Nos estudos com adotados comparam-se pais biológicos e pais adotivos de crianças afetadas, verificando se há diferença na presença do TDAH entre os dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biológicos têm 3 vezes mais TDAH que os pais adotivos.

Os estudos com gêmeos comparam gêmeos univitelinos e gêmeos fraternos (bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presença ou não, tipo, gravidade etc...). Sabendo-se que os gêmeos univitelinos têm 100% de semelhança genética, ao contrário dos fraternos (50% de semelhança genética), se os univitelinos se parecem mais nos sintomas de TDAH do que os fraternos, a única explicação é a participação de componentes genéticos (os pais são iguais, o ambiente é o mesmo, a dieta, etc.). Quanto mais parecidos, ou seja, quanto mais concordam em relação àquelas características, maior é a influência genética para a doença. Realmente, os estudos de gêmeos com TDAH mostraram que os univitelinos são muito mais parecidos (também se diz "concordantes") do que os fraternos, chegando a ter 70% de concordância, o que evidencia uma importante participação de genes na origem do TDAH.

A partir dos dados destes estudos, o próximo passo na pesquisa genética do TDAH foi começar a procurar que genes poderiam ser estes. É importante salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determinação genética, mas sim em predisposição ou influência genética. O que acontece nestes transtornos é que a predisposição genética envolve vários genes, e não um único gene (como é a regra para várias de nossas características físicas, também). Provavelmente não existe, ou não se acredita que exista, um único "gene do TDAH". Além disto, genes podem ter diferentes níveis de atividade, alguns podem estar agindo em alguns pacientes de um modo diferente que em outros; eles interagem entre si, somando-se ainda as influências ambientais. Também existe maior incidência de depressão, transtorno bipolar (antigamente denominado Psicose Maníaco-Depressiva) e abuso de álcool e drogas nos familiares de portadores de TDAH.

B) Substâncias ingeridas na gravidez:

Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal orbital. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma relação de causa e efeito.

C) Sofrimento fetal:

Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que acabaram causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com TDAH. A relação de causa não é clara. Talvez mães com TDAH sejam mais descuidadas e assim possam estar mais predispostas a problemas na gravidez e no parto. Ou seja, a carga genética que ela própria tem (e que passa ao filho) é que estaria influenciando a maior presença de problemas no parto.

D) Exposição a chumbo:

Crianças pequenas que sofreram intoxicação por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, não há nenhuma necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa criança com TDAH, já que isto é raro e pode ser facilmente identificado pela história clínica.

E) Problemas Familiares:

Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais, funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm refutado esta idéia. As dificuldades familiares podem ser mais consequência do que causa do TDAH (na criança e mesmo nos pais).

Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas não causá-lo.

F) Outras Causas

Outros fatores já foram aventados e posteriormente abandonados como causa de TDAH:
1. corante amarelo

2. aspartame

3. luz artificial

4. deficiência hormonal (principalmente da tireóide)

5. deficiências vitamínicas na dieta.


Todas estas possíveis causas foram investigadas cientificamente e foram desacreditadas.


Texto extraído do site:

http://www.tdah.org.br/



O que é o TDAH? Parte I


O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

Existe mesmo o TDAH?

Ele é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola.

Não existe controvérsia sobre a existência do TDAH?

Não, nenhuma. Existe inclusive um Consenso Internacional publicado pelos mais renomados médicos e psicólogos de todo o mundo a este respeito. Consenso é uma publicação científica realizada após extensos debates entre pesquisadores de todo o mundo, incluindo aqueles que não pertencem a um mesmo grupo ou instituição e não compartilham necessariamente as mesmas ideias sobre todos os aspectos de um transtorno.

Por que algumas pessoas insistem que o TDAH não existe?

Pelas mais variadas razões, desde inocência e falta de formação científica até mesmo má-fé. Alguns chegam a afirmar que “o TDAH não existe”, é uma “invenção” médica ou da indústria farmacêutica, para terem lucros com o tratamento.

No primeiro caso se incluem todos aqueles profissionais que nunca publicaram qualquer pesquisa demonstrando o que eles afirmam categoricamente e não fazem parte de nenhum grupo científico. Quando questionados, falam em “experiência pessoal” ou então relatam casos que somente eles conhecem porque nunca foram publicados em revistas especializadas. Muitos escrevem livros ou têm sites na Internet, mas nunca apresentaram seus “resultados” em congressos ou publicaram em revistas científicas, para que os demais possam julgar a veracidade do que dizem.

Os segundos são aqueles que pretendem “vender” alguma forma de tratamento diferente daquilo que é atualmente preconizado, alegando que somente eles podem tratar de modo correto.

Tanto os primeiros quanto os segundos afirmam que o tratamento do TDAH com medicamentos causa consequências terríveis. Quando a literatura científica é pesquisada, nada daquilo que eles afirmam é encontrado em qualquer pesquisa em qualquer país do mundo. Esta é a principal característica destes indivíduos: apesar de terem uma “aparência” de cientistas ou pesquisadores, jamais publicaram nada que comprovasse o que dizem.

O TDAH é comum?

Ele é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos.

Texto extraído do site:

http://www.tdah.org.br/


domingo, 24 de outubro de 2010

Para falar a verdade



Quando uma criança diz uma mentira, será que devemos nos preocupar? Por que será que ela mentiu? Como reagir?

Filomena Santos Silva, Psicóloga - Texto retirado da revista "O Guia para Educadores" Junho/2009

Seja para fugir à possibilidade de uma punição por ter feito algo de forma incorreta, seja para viver um acontecimento que gostaria que se tornasse realidade, as mentiras contadas pelas crianças preocupam pais e educadores. Em qualquer um desses casos, a criança usa um jogo simbólico e a imaginação e revela suas capacidades intelectuais. Pais e educadores sabem que a fantasia é importante para o desenvolvimento da criança e devem ser estimulá-la de modo saudável. Contudo, é fundamental aproveitar essas situações para otimizar o desenvolvimento moral da garotada, dando-lhes a noção de responsabilidade e mostrando-lhes o que é real e o que é fantasia.

Como perceber se a crianças esta dizendo a verdade?

As crianças pequenas "falam" muito com o corpo; enquanto ela lhe relata o acontecimento, esteja atento a seus gestos e expressões, principalmente faciais. Frequentemente, desviam o olhar, cerram a boca ou pressionam a língua contra a parte interna da bochecha, numa tentativa de se controlar. Se tem dúvida em relação ao relato, peça para contar a história um tempo depois, procurando colocar as questões do outra forma. Se for mentira, a criança acabará entrando em contradição.

Como lidar com a situação quando a criança mente?

É fundamental manter a calma, não dar demasiada importância a um comportamento que faz parte do desenvolvimento natural da criança: se ela sente que o adulto fica muito ansioso e lhe dá atenção demais, poderá voltar a usar a mentira como forma de obter benefícios secundários, ou seja, chamar a atenção (mesmo que seja para se zangar o adulto irá corresponder a essa expectativa) Converse com a criança, explicando-lhe que não assumir um erro ou culpar outros por uma ação cometida é muito mais grave do que desfazer uma mentira e que não ficará bravo com ela se ela assumir a responsabilidade. Por vezes, basta dizer que sabe que foi uma brincadeira, mas em outras as consequências não são agradáveis.

Nunca permita que a criança obtenha benefícios pelo fato de ter mentido; ajude-a a ser responsável, fazendo alguma ação para consertar a situação. Ela deve limpar o que sujou, ajudar a colar o que partiu, dar uma moeda para comprar um objeto novo, não comer guloseima. Se a mentira envolver terceiros, ajuda a criança a falar com essa pessoa e nunca acoberte a mentira.

Procure sempre centrar seu discurso no comportamento e não na personalidade da criança. A idéia é mostrar que ela disse uma mentira, mas pensa também que ela sabe dizer a verdade; se disser que ela é mentirosa, correrá o risco de a criança se assumir como tal. Deixe claro que não aprova a atitude tomada, mas que continua gostando dela.

Analise com os pequenos as consequências de dizer verdades ou de escondê-las. Leve-os a pensar em estratégias alternativas que poderão utilizar da próxima vez que surgir uma situação semelhante, sem ter de recorrer à mentira.


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Educação musical transforma


Por Nydia Monteiro


Não há como negar a importância que a música tem em nossas vidas, seja no nível consciente, seja no inconsciente. Mas qual seria o seu poder de transformação do aprendizado musical, até mesmo de ampliação de nossos potenciais?

Nossa audição é nosso referencial desde a gestação, é a porta de entrada principal para interagirmos com o mundo. Com esta interação podemos desenvolver no nível neuropsicomotor. Nosso cérebro vai literalmente se expandindo com suas sinapses e tornando?nos mais e mais capazes de ser, fazer e transformar a nós mesmos e ao mundo. Este potencial desenvolvido também traz equilíbrio para quem está envolvido nesse processo de aprendizagem musical.

Quem convive diariamente com crianças e adolescentes que estudam música, tocando, cantando, improvisando e lendo partituras, observa que aquele que era agitado se torna mais calmo e concentrado. Ocorre também o oposto, deixando quem era muito tímido mais expansivo em suas relações. A neurociência e as inúmeras pesquisas na área do cérebro comprovam que a música atua em quase todas as áreas cerebrais. Nada escapa de ser estimulado e trabalhado. Os resultados ficam bem evidentes para quem observa a transformação pela qual estas crianças e jovens passam.

Quanto mais cedo as crianças iniciam a aprendizagem musical, mais cedo sua linguagem, coordenação motora, compreensão, interação e aceitação de limites são estabelecidas. Com os estímulos musicais e sonoros os dois hemisférios cerebrais são estimulados ao mesmo tempo, já que a música em seus elementos é processada em ambos. Está comprovado em laboratório também o aumento do corpo caloso (responsável pela comunicação dos hemisférios), córtex motor, cerebelo, hipocampo (memória), córtex auditivo, maior concentração de massa cinzenta (responsável pelo processamento das informações) nas áreas motoras, auditivas, visuoespaciais e área de Broca (fala) no cérebro dos músicos. Imagine quantos benefícios podem ser trazidos por uma educação musical na infância!

Benefícios também para os jovens

Os jovens que passam por um processo musical, em sua grande maioria, modificam comportamentos inadequados socialmente (vícios, agressividade), melhoram sua autoestima, desenvolvem sua inteligência emocional analítico-racional e senso estético. Além disso, percebem mais a realidade ao seu redor e as consequências de seus atos. A explicação científica é que o córtex pré-frontal é uma das últimas áreas a amadurecer na adolescência e é ele o responsável pela capacidade de resolver os problemas e determina as respostas do comportamento do indivíduo ao estímulo recebido. Esta mesma área é bem desenvolvida nos músicos e está ligada ao planejamento do tocar e cantar.

Mas não podemos deixar de enfocar o valor cultural de uma aprendizagem musical em relação ao próprio domínio da área e valorização de uma cultura de maior qualidade. A maioria não se torna artista; torna-se, porém, um cidadão mais completo. E o mais importante de tudo: torna-se uma pessoa mais feliz!

Os projetos sociais e educacionais em todo o mundo que envolvem a aprendizagem musical não negam esta afirmação: "A educação musical transforma!"

Orientaçãoes para os pais

0 a 2 anos

  • Existem cursos de música especializados para mamães e bebês no Brasil;

  • Em casa, converse muito e cante de frente para os filhos(para que visualizem a boca);

  • Coloque músicas mais lentas e com sons agudos antes do sono do bebê e faça com massagens pelo seu corpinho (vá nomeando as partes do corpo que estão sendo massageadas);

  • Maracás, chocalhos, tambores e xilofones são encontrados também em lojas de brinquedos e podem ser utilizados.

2 a 4 anos

  • Assista DVDs musicais ao lado dos filhos e vá conversando e provocando o raciocínio lógico;

  • Existem métodos que iniciam a aprendizagem intrumental nesta faixa etária, como violino;

  • Grave suas vozes, utilize microfone para ampliar e valorizar a fala e o canto com articulação corretas.
5 anos em diante
  • A criança pode estudar música com um intrumento musical já escolhido;

  • Profissionais com produção variada e de qualidade para crianças: Bia Bedran, MPBaby, Superbebê-música, Palavra Cantada, Thelma Chan e Toquinho.
Crianças e adolescentes

  • Devem ser expostos a música de qualidade. Leve-os a concertos e shows regularmente. Ter em casa CDs e DVDs com repertório variado, inclusive com música instrumental e clássicos.
Texto extraído do site:


domingo, 17 de outubro de 2010

Transforme reclamação em gratidão



Por Vanessa Mazza


Reclamar tem sido a cada dia um hábito mais e mais corrente. Tem dias que tudo costuma nos aborrecer, seja a forma como as pessoas nos tratam, sejam os pequenos inconvenientes do dia a dia. Às vezes, até o clima é suficiente para nos colocar em estado queixoso.

Acredito que se todas as pessoas pudessem se ouvir reclamando, se considerariam pedantes, chatas e desinteressantes. Afinal, quem gosta de ficar perto de alguém que sempre se queixa?

Mesmo que não se fale nada, emitimos a energia negativa de nossos pensamentos lamuriosos, o que nos afasta das pessoas e também das oportunidades.

Como parar este hábito?

Para deixar de reclamar, você deve aprender a agradecer. Por outro lado, ser grato só é possível quando aceitamos que tudo aquilo que mais nos incomoda tem origem, na verdade, dentro de nós mesmos. Pois, como veríamos orgulho no outro, se não formos, intimamente, orgulhosos?

Então, pegue caneta e papel e anote tudo aquilo que mais lhe tira do sério nos outros, seja a ignorância, a petulância, a irritabilidade, ou até mesmo anote tudo aquilo que mais lhe tira do sério nos outros, seja a ignorância, a petulância, a irritabilidade, ou até mesmo a tranquilidade, a alegria, a espontaneidade ou ainda o excesso de atividade, a crítica e a exigência. Depois, se questione se você tem as mesmas características.

Existem situações em que detestamos uma pessoa que está sempre sorrindo, porque no fundo gostaríamos de ser assim, mas nos reprimimos, então a alegria alheia irá nos incomodar. Já em outras circunstâncias, podemos ser pessoas muito críticas e exigentes e sofrer muito, toda a vez que alguém nos chama a atenção ou aponta uma falha.

Auto-tratamento

Tanto na situação de repressão quanto na de reconhecimento, temos que ter a humildade de reconhecer isso em nós mesmos. Sem isso, não há cura. Então, pare agora de reclamar, faça a lista e comece seu auto-tratamento.

Não gosta que as pessoas lhe tratem com desrespeito? Então passe a se respeitar, não fazendo mais favores que não quer, comprando coisas para você ao invés de para os outros, etc. Não gosta que as pessoas lhe ignorem? Então, preste mais atenção nas necessidades alheias, tente não ser o centro das atenções, valorize a si mesmo, sem precisar de aprovação alheia e assim por diante.

Ninguém está de fato contra nós. No fundo, estamos todos conectados, nos ajudando, mesmo sem saber. Aproveite esta oportunidade de crescimento e transforme a reclamação em gratidão!

Texto extraído do site:

http://www.personare.com.br/


Lições que todo professor gostaria que os pais soubessem




Como acalmar várias crianças ao mesmo tempo? E ensiná-los a guardar os brinquedos depois de se divertirem? O que fazer para meu filho gostar de ler? Dúvidas como essas não afligem só aos pais, mas também os educadores. Assim, no dia em que comemoramos o dia dos professores, a CRESCER pediu uma série de “lições” de diferentes escolas sobre como lidar com questões do dia a dia. Confira e inspire-se para aplicar algumas dessas dicas em casa.

Guardar os brinquedos

”Brincar é sempre gostoso! Variedade de brinquedos desenvolve a fantasia, estimula a linguagem e a criatividade, mas na hora de guardar...A criança precisa saber que recolher os brinquedos faz parte e é essa ação que vai garantir que tudo esteja no lugar no dia seguinte. Utilize estratégias lúdicas para esse momento, como o “Sr. Barrigão”: a criança carrega o maior número de brinquedos na camiseta, fazendo um barrigão e leva até o local de guardar.”
Patrícia S. Roselli, professora do 3º ano do Colégio Sidarta

Acalmar várias crianças ao mesmo tempo

“Há momentos em sala de aula que nos vemos tentando dar instruções às crianças mas elas estão tão agitadas que não somos ouvidos. Nessa hora, brincadeiras e músicas são a chave para mantê-los calmos e atentos. Basta começar a cantarolar “Atenção, concentração, ritmo...”, um conhecido jogo cantado em que todos acompanham o ritmo das palmas. As cantigas, que precisam voltar a fazer parte do repertório da infância, desligam da agitação e conectam a momentos mais tranqüilos. Na escola, convidar meninos e meninas para ouvir uma canção ou cantar restabelece a calma e a ordem no ambiente.”
Renata Praxedes, professora da Escola Castanheiras

Fazer atividades em grupo

“Na escola, as atividades geralmente são feitas em grupo. Tanto nos jogos pedagógicos como nas atividades livres e até mesmo na elaboração das rotinas básicas, há pequenas regras a serem seguidas, respeitando as capacidades de cada idade. As crianças aprendem a esperar a vez de participar de uma atividade, observam a maneira do amigo brincar e atuar na brincadeira, aprendem a respeitar o jeito de casa um resolver as questões pendentes. Nos momentos de dificuldades, o professor entra como mediador, auxiliando a solucionar as questões da forma mais democrática possível. Na verdade, tudo isso faz parte do trabalho em equipe. Assim, a melhor forma é pela convivência em grupo e com jogos, atividades coletivas com regras e objetivos em comum e muita conversa.”
Cláudia Razuk, coordenadora do Colégio Itatiaia

Gostar de ler

“Criar um ambiente rico em livros e atividades relacionadas à leitura, adquirir obras atrativas e apropriadas a cada idade, além de investimento em tempo, como sentar junto com a criança, contar histórias e explorar outras tantas possibilidades que o livro oferece. Alguns exemplos: mudar os finais das histórias, inventar novos nomes para os personagens, fazer desenhos sobre o livro, inventar dramatizações e o que mais a criatividade mandar. Passeios a livrarias também são importantes, pois assim a criança pode, também, escolher os títulos que mais a agradam.”
Professora Adelaide da Silva , professora do Maternal II do Colégio Itatiaia

“Ter uma rotina de leitura na hora de dormir aproxima pais e filhos. Contar uma história em capítulos pode deixar expectativas para o outro dia, sobre o que ainda está por vir. Assim, as crianças não vêem a hora de dormir chegar, porque com ela chega o livro, o leitor, o capítulo seguinte e a cada dia, a leitura está mais próxima do desfecho. E saiba que um texto bom para criança também é um texto bom para o adulto.”
Renata Praxedes, professora da Escola Castanheiras

Elogiar na medida certa

”Elogiar e estimular é fundamental. Porém, é importante que os comentários de estímulos sejam reais e sem exageros. Há casos em que uma criança não conseguiu realizar determinada tarefa e, mesmo assim, recebe “super elogios” como se a tarefa tivesse sido feita com êxito. É claro que a criança tem consciência e autocrítica para saber se o que fez ficou bom e correto. O estímulo será importante em um momento de dificuldade, até mesmo como forma de ajudar a criança a melhorar, mas deve ser feito de forma mais real, do tipo: “Você está melhorando um pouquinho a cada dia e estou muito feliz com isso. Vamos ver como conseguir melhorar ainda mais?” Neste momento, o importante é ajudar a criança com suas dificuldades criando meios de levá-la a vencer os desafios, sejam comportamentais, emocionais ou de aprendizagem.
Geisa do Carmo, professora do Maternal I do Colégio Itatiaia


Texto extraído do site:


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Se você tem filho "índigo", saiba como educá-lo para melhorar adaptação e aprendizagem



Continuando a postagem anterior

Por Ariadne Araújo

Você já ouviu falar deles? Eles são crianças índigos, também chamadas de crianças azuis ou crianças estrelas. Meninos e meninas especiais, que estão chegando ao mundo para ajudar na transformação social, educacional, familiar e espiritual do planeta. Segundo pesquisadores no assunto, eles começaram a nascer mais e mais a partir dos anos 80 e são agora, na primeira década do século 21, cada vez mais numerosos. Mas é preciso que os pais saibam reconhecê-los e dar a eles a educação adequada às suas necessidades evolutivas.

Em "Aprenda a Educar a Criança Índigo" (Butterfly), a jornalista e escritora Barbara Condron, uma das fundadoras da Escola de Metafísica de Windyville, em Missouri, nos Estados Unidos, conta como ela desenvolveu uma metodologia educacional para ajudar seu filho Hezekiah a desenvolver sua espiritualidade.

Segundo a escritora, o pequeno Ki, como ela o chama, é uma criança índigo e, como tal, precisa de pais e educadores que "experimentem" o aprendizado com ele, que sejam abertos a uma nova consciência e maneira de ser.

Classificados erroneamente como dotados ou hiperativos, com algum tipo de déficit de atenção, os índigos têm comportamento ainda não classificado pela psicologia clássica. Assim, é na escola, ou seja, na estrutura rígida e modelo atual de educação, que os índigos encontram o maior conflito e barreira à sua forma diferente de pensar e raciocinar. Segundo a escritora, eles não se encaixam nesse antigo modelo porque são orientados pelo uso. "Se há uma maneira de fazer algo, ele quer experimentar, não falar sobre isso".

Criativas e inovadoras, essas crianças fazem conexões rápidas entre diversas áreas e integram grande carga de informação. Em geral, de acordo com uma classificação de habilidades e interesses exposta no livro, eles se interessam por tudo, têm grandes ideias, gostam de saber o porquê das coisas, analisam a experiência dos outros para entenderem as suas, são vorazes no aprendizado e, quando engajados, têm energia inesgotável. "Gostam de fazer algo novo e original em vez de seguir caminhos já trilhados", diz a jornalista.

Para ajudar Ki e índigos no mundo inteiro, Barbara Condron lança mão do trabalho do psicólogo cognitivo e educacional Howard Gardner, cuja teoria de Inteligências Múltiplas "começou a transformar o modelo de ensino público". Segundo ela, a teoria é inspiradora para os que desejam ser útil na educação dessas almas que são responsáveis por um novo passo evolutivo da humanidade. "Essas inteligências permitem que as pessoas (...) adquiram conhecimentos e habilidades, criem soluções, se comuniquem e façam escolhas sábias".

Lidando com Ki "em sua experiência de aprendizado", Barbara Condron teve que aprender também muitas novas lições. Assim, as sugestões apresentadas no livro foram testadas na prática no cotidiano de mãe e filho. Ideias preconceituosas do passado, lembranças desagradáveis de nossas próprias experiências, castigos e censuras, por exemplo, são coisas a evitar. Essas ações não ajudam e não têm espaço no universo de crianças desse tipo, diz. Com eles, tudo é novo e, todo o tempo, pois eles estão gerando o próprio aprendizado.

Texto extraído do site: