terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tão pequeno, tão quietinho


A criança vive quietinha, raramente expressa uma opinião, quase nunca está interagindo com amiguinhos ou ocupando posição de destaque nos grupos sociais. Trata-se de uma criança tímida e que precisa urgentemente de tratamento, certo? Errado! A timidez infantil excessiva precisa ser detectada e tratada com o auxílio de psicólogos, pais e educadores. Antes, porém, é necessário compreender que cada pessoa tem suas próprias tendências comportamentais, que precisam ser cuidadosamente observadas e respeitadas.

Segundo a psicóloga Angélica Capelari, o principal critério para detectar a timidez excessiva em uma criança é verificar se, de alguma maneira, ela se sente prejudicada ou tem problemas de para realizar suas atividades por conta de seu comportamento reservado.

"Atualmente, as crianças passam mais tempo na escola do que na companhia de seus pais. Por isso, é geralmente no ambiente escolar que se detecta mais facilmente a timidez excessiva. Alguns sintomas dessa dificuldade emocional seriam a ausência nas brincadeiras, apatia, dificuldade para se comunicar com amiguinhos e professores e dificuldades no aproveitamento escolar", diz a psicóloga.

Educar sem comparar

Quando a timidez excessiva é detectada há a necessidade de criar uma "equipe" para auxiliar a criança: pais, professores e um psicólogo especializado são os principais integrantes desse time. Eles ajudarão a identificar as causas da inibição e encontrarão os melhores caminhos para facilitar a relação da criança com o mundo.

"A maioria das causas da timidez excessiva em crianças está relacionada a problemas de auto-estima", afirma a psicóloga. Portanto, os adultos devem evitar fazer comparações entre as crianças. É prejudicial, por exemplo, uma criança reservada ser constantemente comparada a um irmão mais extrovertido ou ainda ser cobrada para falar mais ou participar ativamente das ações familiares.

Muitas vezes, ao ser comparada aos outros, a criança passa a desenvolver um complexo de inferioridade, que pode levá-la a se fechar em seus relacionamentos. É preciso lembrar sempre que cada pessoa tem suas peculiaridades e merece ser respeitada como é.

Para melhorar o quadro de timidez excessiva, uma das dicas indicadas pelos especialistas é inserir a criança em atividades coletivas, sejam lúdicas, artísticas ou esportivas. No entanto, é importante que se trate de uma atividade que traga prazer ao pequeno e que incentive o sociabilizar.

Aos poucos, é possível que a criança comece a modificar o seu comportamento e passe a sentir mais segura - e feliz - ao se relacionar com outras pessoas.

Angélica Capelari é psicóloga clínica formada pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e professora da Faculdade de Psicologia da Universidade Metodista.

Texto extraído do site:


2 comentários:

Alma Inquieta disse...

Olá Carmen

muito bom colocado o tema e é um assunto importante e a ter em conta para professores e pais.

Um beijo.

Cantinho She disse...

Belo post, querida, beijo, beijo! ;)
She

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